Tal como a Revista Motojornal aqui tinha deixado o alerta , ficámos a saber que a Comissão dos Transportes do Parlamento Europeu tinha uma novidade preparada sobre as Inspeções às motos: tornar as denominadas Inspeções Técnicas Periódicas obrigatórias em todos os Estados-Membros da União Europeia. Sem exceções!
Na prático, isto significa que países como Portugal, que optaram por não adotar as Inspeções às motos, substituindo-as por um conjunto de outras medidas mais adaptadas à melhoria da segurança rodoviária e redução da sinistralidade com veículos de duas rodas, ficam, caso tudo seja aprovado, na prática obrigados a implementar as IPO.
A proposta da referida comissão foi apresentada aos membros do Parlamento Europeu, tendo sido submetida a votação no dia 21 de maio, conforme estava previsto.
E as notícias não são as mais agradáveis tendo em conta toda a luta e esforço dos motociclistas portugueses que combateram a implementação das Inspeções às motos em Portugal ao longo de vários anos de manifestações e reuniões com o Governo nacional de forma a mostrar que não são as IPO que vão mudar ou ajudar a reduzir a sinistralidade rodoviária.

O Parlamento Europeu aprovou o início da discussão e negociação com os países da União Europeia da implementação obrigatória (sem exceções) das Inspeções Técnicas Periódicas. A proposta foi aprovada com um total de 369 votos a favor, 126 votos contra, sendo que 84 membros do Parlamento Europeu optaram por se abster.
Uma equipa de negociadores liderada por Jens Gieseke vai agora iniciar as conversas com o Conselho de Ministros da União Europeia, onde serão definidas as regras definitivas a aplicar em todos os países da EU.
Outro ponto em destaque nesta proposta que foi aprovada, é a realização de testes de emissões à beira da estrada. Motos, automóveis, carrinhas, autocarros ou camiões. Todos estes veículos podem ser sujeitos a testes rápidos de emissões. Motos identificadas como sendo altamente emissoras de poluição, sonora ou gases, serão depois submetidas a uma posterior inspeção técnica mais aprofundada.
Está assim dado mais um passo para que a União Europeia obrigue os Estados-Membros, como Portugal, a submeterem-se às suas ideias. Mesmo que anteriormente tenham dado a possibilidade de cada país escolher o que queria fazer para reduzir a sinistralidade rodoviária com motos.
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