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Portugal de Lés-a-Lés Off-Road 2026 arranca a plantar árvores antes de atravessar o País por terra

O Portugal de Lés-a-Lés Off-Road 2026 começou com uma ação de reflorestação em Vila Verde antes da primeira etapa de 252 km até Viseu.

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O Portugal de Lés-a-Lés Off-Road é, por definição, uma forma particularmente próxima de descobrir o território nacional. Longe das principais estradas e atravessando serras, caminhos rurais e zonas florestais, os participantes encontram também algumas das áreas mais expostas aos problemas ambientais que afetam o País.

É precisamente por isso que a vertente ambiental voltou a anteceder a partida da aventura mototurística organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal.

Antes dos primeiros quilómetros, a Comissão de Mototurismo da FMP passou pelo Centro Escolar de Ribeira de Neiva, onde cerca de 120 crianças do 1.º ao 4.º ano participaram numa ação dedicada à importância da floresta autóctone.

120 crianças e uma mensagem que pretende ficar para o futuro

A iniciativa procurou explicar aos mais jovens de que forma uma arborização adequada contribui para a proteção dos solos, preservação da água, qualidade do ar e maior resistência da paisagem à propagação dos incêndios.

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E a receção dificilmente poderia ter sido mais entusiástica. Os alunos prepararam uma coreografia e uma música especialmente para a ocasião, centradas na reciclagem e na responsabilidade individual na construção de um futuro ambientalmente mais sustentável.

O momento simbólico chegou com a plantação de um carvalho-roble no pátio da escola. Mas a ideia era levar a iniciativa para além dos portões do estabelecimento de ensino. Cada criança recebeu uma banda desenhada e um vidoeiro ou carvalho-roble para plantar em família, multiplicando a ação por diferentes locais da região.

O vereador da Câmara Municipal de Vila Verde com o pelouro da Defesa e Proteção da Floresta, Patrício Araújo, destacou perante os alunos a necessidade de utilizar espécies adequadas a cada território como parte do desafio da sustentabilidade ambiental.

Mais 25 árvores plantadas durante a tarde

A ação prosseguiu depois fora da escola. Durante a tarde foram plantadas 25 árvores de oito espécies diferentes em quatro locais da União de Freguesias de Ribeira do Neiva, numa iniciativa impulsionada também pelo presidente da União de Freguesias, José Peixoto.

É uma componente que já se tornou parte da identidade do Lés-a-Lés Off-Road: aproveitar a passagem dos motociclistas pelo território para promover a preservação e recuperação da floresta autóctone. E enquanto umas árvores começavam uma nova vida, a poucos quilómetros começava a crescer também o ambiente habitual que antecede uma grande aventura de moto.

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Das árvores para as motos: começaram as verificações

No centro de Vila Verde, os participantes da 11.ª edição cumpriram durante a tarde as verificações técnicas e documentais. A operação decorreu no espaço que, entre 7 e 11 de outubro, receberá a Festa das Colheitas – XXXIV Mostra de Produtos Regionais. É o momento em que a aventura começa verdadeiramente a ganhar forma.

Entre muitos participantes habituais encontravam-se também vários estreantes, portugueses e estrangeiros, todos obrigados a validar as condições de segurança e a documentação necessária para circular legalmente nas estradas nacionais. E entre os estreantes há histórias particularmente curiosas.

Depois de atravessar Portugal de Lambretta, Ana Nunes muda para uma Himalayan 450

Ana Nunes já conhece bem a dimensão mais tradicional do Lés-a-Lés. Na 26.ª edição por estrada decidiu enfrentar a travessia do País numa colorida Lambretta, apesar das dúvidas de muitos sobre a capacidade da pequena italiana para chegar ao final, chegou. Agora decidiu trocar o asfalto pelos caminhos de terra e a Lambretta por uma Royal Enfield Himalayan 450.

A questão, brinca Ana Nunes, já não será saber se a moto consegue chegar ao final, mas perceber se a própria piloto passa o teste fora de estrada com a mesma facilidade. É uma mudança de cenário significativa: de uma scooter clássica numa travessia rodoviária para uma trail numa aventura onde o piso e as dificuldades serão bastante diferentes.

Cinco irlandeses vieram descobrir Portugal… sem saber exatamente o que os espera

Ainda mais desconhecido é o desafio para um grupo de cinco participantes provenientes da Irlanda. John Galavan, Robert Murphy, John Anthony Murphy, David Rynhart e Paul Coles ouviram falar do Lés-a-Lés Off-Road como uma forma diferente de conhecer Portugal, através de percursos que, segundo relatam, são cada vez mais difíceis de encontrar noutros pontos da Europa.

Sobre o País, já retiraram algumas conclusões: boa comida, pessoas simpáticas e boa cerveja. Sobre o percurso, praticamente nenhuma. Não sabem exatamente que pisos irão encontrar nem quais serão as paisagens que os esperam ao longo da travessia. E, neste caso, isso faz parte da aventura.

Primeira etapa: 252 km entre Vila Verde e Viseu

Terminadas as verificações, chega agora aquilo por que todos esperavam. A primeira etapa arranca esta sexta-feira bem cedo, com 252 quilómetros entre Vila Verde e Viseu. E o início não será propriamente um aquecimento tranquilo.

O percurso terá o carácter técnico tradicional dos troços do Norte, intercalado com algumas ligações em asfalto que permitirão recuperar fisicamente e gerir melhor o ritmo. A passagem pelas serras de Valongo, Freita e Arada obrigará ainda a uma gestão cuidada do tempo. O objetivo é chegar a Viseu ainda com luz natural.

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Não há aqui uma classificação para ganhar nem um cronómetro contra o qual lutar. O desafio passa por gerir homem, moto, navegação e quilómetros até ao destino. A 11.ª edição continuará depois a sua travessia do País, seguindo progressivamente para sul. Mas antes de deixar Vila Verde houve uma primeira missão que não precisou de GPS.

O Lés-a-Lés Off-Road vai deixar muitas marcas no terreno ao longo dos próximos dias. As primeiras, porém, foram deliberadamente diferentes: têm raízes e foram plantadas para ficar.

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