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Primeiro contacto: Ducati Monster – a quinta geração de um ícone

A Ducati lançou a quinta geração da sua Monster, e fomos conhecê-las às encharcadas estradas andaluzas.

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Primeiro impacto

A Ducati fez questão de manter uma ligação estética à Monster original. A M900, desenhada por Miguel Galuzzi tinha um desenho original que se tornou facilmente reconhecível – o depósito ‘bisonte’ e o escape de saída dupla – que se manteve ao longo das várias gerações da Monster.

Tendo perdido 4 kg – essencialmente graças ao novo motor V2 – esta é a Monster mais leve de sempre, e isso nota-se. Neste nosso primeiro contacto rodámos sempre debaixo de chuva, e uma conclusão que podemos tirar, é que graças à sua leveza, posição de condução e resposta ao acelerador, a Monster transmite uma grande sensação de facilidade, que acaba por resultar em confiança, o que é muito bem vindo especialmente em condições precárias do piso.

🔧 Motor – O V2 sem desmo, mas com IVT

O motor V2 de 890 cc rompeu com outra tradição na Ducati – e que já tinha acontecido com outros propulsores de Borgo Panigale, trocando o sistema desmodrómico por uma distribuição variável é conhecido de outros modelos da marca e assenta muito bem na Monster. É verdade que, devido às condições meteorológicas, que transformaram as estradas em rios, não pudemos experimentar todo o seu potencial, mas foi possível retirar algumas conclusões.

  • A resposta ao acelerador é mágica, ou seja, acontece na roda traseira exactamente aquilo que a nossa mão direita pede, na dose desejada.

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  • O motor oferece 111 cv às 9000 rpm e 91,1 Nm de binário às 7250; porém às 3000 rpm já temos 70% do binário máximo e entre as 4000 e 10 000 rpm há sempre 80% desse valor disponível. Isso explica parcialmente a excelente resposta ao celerador

  • Graças à distribuição variável (IVT Intake Variable Timing with), é possível ter esta distribuição de binário e, mais uma vez, a resposta direta ao acelerador, sendo fácil rodar em baixas rotações sem ter que estar a usar constantemente a caixa de velocidades, que está equipada com quick shifter bi-direcional que funciona ‘sem espinhas’.

  • A rotação sobre alegremente ao longo de todos os regimes. Dadas as condições meteorológicas não houve oportunidade para o levar aos regimes mais elevados, mas a sua resposta é bastante linear.

  • A caixa de velocidades é suave e precisa e beneficia da excelente calibração do quickshifter, quer para cimna, quewr para baixo, incluíndo primeira velocidade. Por outro lado, o tacto da embraiagem não é perfeito e por vezes damos por nós a usar muito mais rotação do que o necessário.

🏍️ Ciclística – comportamento inspirado e seguro

Quando na geração anterior da Monster, em 2021, a Ducati abandonou o quadro tubular em treliça, isso foi encarado pelos ‘ducatisti’ como uma heresia, mas essa alteração técnica faz agora todo o sentido, até porque passa a albergar a mais recente geração do V2. Agora temos um monocoque em alumínio com sub-quadro traseiro em tecnopolímero conjugado com um apequena treliça (afinal não desapareceu completamente).

  • As suspensões são Showa, forquilha invertida à frente, sem afinações, um amortecedor atrás, regulável em pré-carga

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  • Não chegámos a rodar em piso seco, mas condições em que rodámos tudo parece funcionar de um modo muito amigável, das suspensões aos travões, transmitindo grande solidez, segurança e confiança.

  • As suspensões contribuem para um bom conforto a bordo.

  • Os dois discos dianteiros de Ø320 mm e o traseiro de Ø245 mm oferecem um excelente tacto, combinado com a potência necessária. O colega espanhol que ia à nossa frente de repente teve que agarrar-se à manete direita porque um cão se atirou para a sua frente, e parou sem surpresas. Obrigado também ao Cornering ABS… e ao Pirelli Diablo Rosso IV, que surpreenderam no molhado.

⚙️ Tecnologia – novo conjunto eletrónico

Novo painel TFT de 5 polegadas e novo conjunto eletrónico de ajudas à condução

  • Quatro modos de condução, Sport, Road, Urban e Wet, com os dois primeiros a oferecerem a potência máxima e os dois últimos a limitarem a potência aos 95 cv. Para alterar entre eles existe um botão dedicado no punho esquerdo

  • Ainda quatro modos de potência dedicados.

  • Leitura do painel, navegação e utilização

  • Quickshifter, ABS Cornering , Ducati Traction Control (DTC) , Ducati Wheelie Control (DWC) , Ducati Quick Shift (DQS) 2.0 , Engine Brake Control (EBC) são os sistemas à disposição do condutor através de um botão de cinco vias no punho esquerdo.

  • A iluminação é full LED.

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👤 Ergonomia – posição, conforto e facilidade

A nova Monster tem uma posição muito neutra, sem sacrificar pernas, braço ou costas.

  • O assento está a apenas 815 mm do solo, e o seu formato ajuda a que seja possível colocar ambos os pés no chão a uma grande maioria dos motociclistas

  • O guiador é largo q.b. e está a uma altura em que as mão lá caem naturalmente, sem esforço. A Monster é surpreendentemente confortável.

  • Tratando-se de uma naked, é impossível falar de aerodinâmica, porém ficámos curiosos com a versão ‘+’, cuja única diferença é um pequeno defletor de farol e tampa para o assento do passageiro. Poderá o defletor ter algum efeito no corpo do condutor? Esperamos para experimentar.

  • Graças à sua leveza (175 kg sem gasolina, o depósito leva 14 litros) e facilidade de condução é mais racional e amigável e menos radical que a sua prima StreetFighter

🎯 Veredicto Motojornal – A Monster dos tempos modernos

Apesar de já não ter treliça nem sistema desmodrómico, a Monster continua a ser uma Monster. Uma naked icónica que vai na quinta geração e que é o modelo mais responsável por trazer novos clientes para a Ducati.

  • Apesar dos mais de 100 cv, a Monster é fácil de conduzir, não é intimidante e foi pensada também naqueles que vêm de motos de menor cilindrada ou potência.

  • A posição de condução é natural, é confortável, está carregada de tencologia, tem um motor já comprovado noutros modelos é um nome emblemático da marca italiana.

  • Revisões a cada 15 000 km e verificação/ajuste das válvulas a cada 45 000 km faz com que tenha que passar pouco tempo na oficina.

  • A Monster continua a ser uma moto equilibrada e versátil, com estética característica, bom comportamento dinâmico, e o peso de um nome histórico: é um dos modelos mais antigos da industria em produção contínua!

Texto: Vítor Martins
Fotos: Alex Photo/Ducati

Equipamento utilizado neste teste
Capacete –
Nexx X.WST3
Blusão Rev’It Glide
Calças –
Acerbis Tarmac
Luvas – Rev’It Sand 4 H2O
Botas – Rev’It Mission
Impermeável Calças Rev’It Nitric 4, casaco Rev’It Cyclone 4

Galeria de fotos Ducati Monster

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