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Resistência – Pedro Nuno e André Pires vencem nas 24 Horas de Barcelona

Os portugueses Pedro Nuno e André Pires conquistaram a vitória nas classes EWC e SST 600 na corrida de resistência 24 Horas de Barcelona.

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Foi um fim de semana de muitas emoções no circuito catalão de Montmeló. O conhecido traçado, que habitualmente tem a nossa atenção pelas corridas de ‘sprint’ do MotoGP ou Mundial Superbike, foi o cenário de mais uma edição da 30ª edição das famosas 24 Horas de Barcelona, uma corrida que, como o nome indica, é uma prova de resistência, e onde dezenas de pilotos e equipas fazem questão de marcar presença e batalhar pela vitória.

Este ano as cores portuguesas estiveram em destaque.

Para além da presença do ‘mundialista’ Pedro Nuno com o Team Bolliger Switzerland #8, que aproveitam a ausência nas 8 Horas de Suzuka para testar e manter o ritmo nesta corrida catalã, inscrevendo-se na classe EWC, a principal, para defender a vitória conquistada em 2024, tivemos a presença do nosso bem-conhecido André Pires.

Pires, que para além das experiências no mundo do Road Racing tem também um forte currículo nos campeonatos de circuito, integrou a Basomba Racing aos comandos de uma Yamaha integrando o plantel da classe SST 600.

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24 horas de barcelona

As boas notícias para os pilotos portugueses começaram logo nas qualificações. Tanto Pedro Nuno como André Pires ajudaram as respetivas equipas a garantir a “pole position”, com a Team Bolliger Switzerland #8 inclusivamente a registar o novo recorde do circuito para a classe.

Boas indicações em qualificação que se vieram depois a confirmar na corrida. As 24 Horas de Barcelona começaram pelas 11H00 de sábado, uma corrida onde as temperaturas elevadas seriam um adversário adicional ao já esperado desgaste de competir ao longo de 24 horas num traçado desafiante como é Montmeló.

Para Pedro Nuno e a sua equipa suíça liderada por Kevin Bolliger, a corrida não começou da melhor forma. No momento de arranque, com os pilotos a correrem de um lado para o outro da pista para se sentarem nas suas motos e arrancarem, o companheiro de equipa do piloto português, Alex Toledo, não conseguiu colocar a Kawasaki Ninja ZX-10R #8 a trabalhar de imediato.

Perdendo a vantagem da “pole position”, Toledo, logo na segunda volta destas 24 Horas de Barcelona, quis mostrar que o arranque foi apenas um percalço rumo à vitória, e parou o cronómetro em 1m45.293s, o que viria no final a ser a volta mais rápida das EWC e, naturalmente, da corrida.

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Mesmo a ter de gerir melhor os pneus Pirelli, conforme nos confessou antes da corrida Pedro Nuno, pois as borrachas da marca italiana sofrem uma forte degradação neste circuito e, mais ainda, com temperaturas elevadas, a Team Bolliger Switzerland #8 viria a dominar em absoluto esta edição das 24 Horas de Barcelona.

Rapidamente garantiram uma volta de avanço para os perseguidores mais diretos, que numa fase inicial foram a Yamaha R1 da FRMoto, à passagem da 6ª hora de corrida a vantagem aumentou para duas voltas, e três horas mais tarde esticou para 11 voltas de vantagem. Quando estávamos na 12ª hora de corrida, portanto, a meio das 24 Horas de Barcelona, o Team Bolliger Switzerland #8 estava sempre sólido na liderança, porém atrás de si já era a Kawasaki Català Aclam que lhes dava perseguição, a 14 voltas de distância dos líderes incontestados.

As posições na classificação da classe EWC não se vieram a alterar, e assim a equipa do Pedro Nuno repetiu a vitória nas 24 Horas de Barcelona. Para além de cumprir com o plano de trabalhos e desenvolvimento da nova eletrónica da Kawasaki #8, a equipa cumpriu um total de 760 voltas e deixou o segundo classificado a 16 voltas de diferença.

O pódio ficou completo com a Yamaha R1 da FRMoto, a 18 voltas dos vencedores.

Quanto a André Pires, o piloto de Vila Pouca de Aguiar fez aqui a sua estreia numa prova de resistência. E uma estreia que dificilmente poderia ter corrido melhor!

O português e a sua equipa Basomba Racing não fizeram por menos: “pole position” na classe SST 600, André Pires fez mesmo a melhor volta da corrida entre os pilotos da sua classe com uma volta em 1m53.591s à passagem da 552ª volta, a caminho de uma vitória concludente que fechou com um total de 703 voltas cumpridas ao circuito de Montmeló.

André Pires conseguiu desde cedo, em conjunto com os seus companheiros de equipa, garantir uma grande diferença para os seus perseguidores. A diferença de andamento foi sempre muito grande, com a Basomba Racing a liderar de forma incontestada entre as SST 600 e a fechar as 24 Horas de Barcelona com uma vantagem de nada menos do que 42 voltas para os perseguidores da Martimotos, enquanto a GMP Racing conseguiu, já nas últimas horas de prova, roubar o derradeiro degrau do pódio à segunda equipa da Martimotos.

Uma estreia em grande para André Pires, que assim ofereceu a Portugal mais uma vitória nesta histórica corrida de resistência.

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