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SBK 2026 – “Foi uma pena cair na primeira volta na qualificação”, assume Miguel Oliveira depois do 8º na Corrida 1

Miguel Oliveira destaca a queda na qualificação, mas exalta com o 8º lugar na Corrida 1 do Mundial Superbike em Phillip Island.

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Depois de muita antecipação e muitas previsões sobre o que poderia acontecer na sua estreia no Mundial Superbike, Miguel Oliveira (ROKiT BMW Motorrad) teve finalmente a oportunidade de medir forças frente aos seus novos rivais estreando-se em qualificação, que neste campeonato se denomina de Superpole, mas também em cenário de corrida.

Uma estreia que despertou muito entusiasmo entre os fãs e também no próprio paddock do Mundial Superbike, com o #88 a ter direito a muitos minutos de imagens em direto na transmissão de TV. Uma clara demonstração de que a chegada do vice-campeão de Moto3 e Moto2 e vencedor de cinco corridas em MotoGP está a trazer para as Superbike um maior foco de interesse.

Porém, tal como a Revista Motojornal destacou neste artigo com as diferenças entre o MotoGP e as Superbike , Miguel Oliveira sofreu a sua primeira verdadeira desilusão nesta estreia em SBK. Tudo porque uma queda logo na primeira volta lançada durante a Superpole deixou a sua M 1000 RR com danos que o impediram de sequer voltar à pista e tentar registar um tempo de qualificação.

Recordamos que neste campeonato as equipas apenas têm uma única moto completa e pronta a ser usada pelo piloto. Numa queda mais forte, como foi o caso de Miguel Oliveira na curva 2 de Phillip Island, o piloto ficará sem hipótese de voltar à pista, pois a equipa não tem tempo de recuperar os danos na moto. Em MotoGP os pilotos têm sempre duas motos prontas na box, o que permite sofrer uma queda com uma delas, regressar à box e voltar a sair para a pista quase de imediato.

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miguel oliveira

Leia também – SBK 2026: Horários completos da ronda em Phillip Island e estreia de Miguel Oliveira

O 21º e último lugar na grelha de partida poderia ter sido um problema para muitos pilotos. Mas, como bem sabemos, Miguel Oliveira tem a capacidade de em cenário de corrida dar a volta por cima no caso de más qualificações. E hoje, na Corrida 1 de Phillip Island, os seus novos rivais em pista tiveram a oportunidade de perceber isso mesmo!

Miguel Oliveira conseguiu arrancar de último e terminar as 22 voltas da Corrida 1 na Austrália em 8º. Um excelente resultado e uma prestação de excelência que deixa no ar a dúvida: o que teria sido capaz de fazer na sua corrida de estreia o piloto português da ROKiT BMW Motorrad se tivesse conseguido uma qualificação sem incidentes?

Com os primeiros 8 pontos da temporada conquistados, Miguel Oliveira mostrou, nas suas declarações após a corrida, que está confiante, confortável e com vontade de fazer ainda melhor:

“Sim, foi certamente difícil. Foi uma pena cair na primeira volta na qualificação, pois isso provavelmente deve ter-me custado um melhor resultado ao longo do fim de semana. Puxei um pouco mais pela frente e caí, levantei a moto e tentei ir para a pista novamente, mas um pequeno problema eletrónico não me permitiu voltar a ligar a moto. Por isso, para mim acabou ali e tinha uma tarde longa pela frente e decidi trazer o máximo que conseguisse, com ultrapassagens limpas, subir na classificação, tentar ver o meu ritmo e também conhecer a moto ao mesmo tempo com o passar das voltas. Um feedback positivo, boa informação para o futuro e nós vamos trabalhar a partir daqui e ver o que amanhã nos traz.

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Foi divertida (a luta com o Petrucci). Quer dizer, eu tinha alguns pontos fortes, claro, tentei tirar partido deles e durante a corrida também consegui aprender algumas coisas sobre onde ele era mais rápido, onde é que ele estava a utilizar melhor a moto e de uma forma geral foi uma aprendizagem para mim. Também aprendi atrás de outros pilotos, claro, agora preciso de processar tudo e tentar utilizar isso amanhã.

Em 10 voltas vai ser muito complicado entrar no Top 9. Mas é uma corrida curta, tudo pode acontecer, os pilotos vão ter de certeza um ritmo mais rápido e preciso de estar no sítio para aproveitar os erros, mas amanhã certamente que também precisarei de andar mais rápido e fazer algumas ultrapassagens mais agressivas se quiser ter um lugar no Top 9.

Foi uma corrida rápida. Quer dizer, eu não estava verdadeiramente a contar as voltas e quando dei por mim já só faltavam 6 voltas para o fim. Aí pensei ‘ok, tenho de dar ainda mais e tentar ganhar mais posições’. Eu pensava que a corrida ainda estava numa fase bastante inicial. Pilotos rápidos, batalhas duras, sim, foi divertido”.

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