Com a chuva e o vento a tornarem-se convidados indesejados ao longo dos dois dias de testes do Mundial Superbike no circuito de Jerez, os pilotos e as equipas tiveram, naturalmente, de se adaptar às circunstâncias do momento. Para os pilotos com mais experiência no campeonato a situação poderá não ter sido demasiado problemática. Mas para os estreantes, como Miguel Oliveira, dois dias à chuva não estavam nos seus planos.
Ainda assim, o novo piloto da ROKiT BMW Motorrad conseguiu rapidamente adaptar o seu programa de testes com a sua nova M 1000 RR #88.
Miguel Oliveira foi o piloto de Superbike que mais voltas completou no primeiro dia (31 voltas), sendo que no segundo dia completou outras 29 voltas, desta feita aproveitando o asfalto do circuito de Jerez secar um pouco antes da chuva voltar a aparecer para dar por terminada de forma antecipada a atividade em pista.
O piloto português, entre o trabalho de afinar a M 1000 RR às suas preferências, adaptar-se aos pneus Pirelli, de chuva ou aos slicks, e todo o trabalho que tem sido realizado na eletrónica da moto alemã, conseguiu medir forças com os pilotos mais experientes do Mundial Superbike.

Fechou o teste com o 12º tempo mais rápido, terminando a pouco mais de 1,1 segundos do mais rápido em pista, Nicolò Bulega (Aruba.it Ducati).
No final dos trabalhos, Miguel Oliveira aproveitou para fazer uma avaliação ao que aconteceu em Jerez:
“Tivemos algum tempo disponível, embora não tanto como gostaríamos. Ainda consegui realizar quase trinta voltas. Apesar de algumas zonas molhadas, na minha opinião, as condições estiveram aceitáveis. O meu trabalho era conhecer a moto e os pneus, e consegui melhorar sempre. Terminei o teste com uma diferença aceitável (para Bulega), considerando que era um teste. Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente, especialmente eu. Penso que alcançámos o que podíamos atingir hoje, tendo em conta que a chuva impediu-nos de experimentar tudo o que tínhamos planeado em termos de setup. De uma forma geral estou satisfeito”.

Já em declarações ao portal Speedweek, o piloto português aproveitou para fazer uma breve comparação entre as Superbike e as MotoGP:
“É bastante surpreendente a proximidade dos tempos de volta com os de uma moto de MotoGP, considerando que esta moto é derivada de uma moto de produção. É muito impressionante e as motos são semelhantes em termos de como lidam com a eletrónica. Aqui podemos complicar um pouco as coisas, mas, ao mesmo tempo, temos mais liberdade. Os travões são diferentes e fazem uma diferença enorme na travagem. Para uma moto derivada de um modelo de produção, esta moto é realmente muito boa, muito impressionante em termos de velocidade e entrega de potência. Na verdade, não está tão longe de uma moto de MotoGP”, destaca Miguel Oliveira na sua análise aos primeiros dias como piloto da ROKiT BMW Motorrad aos comandos da M 1000 RR.
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