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SBK 2026 – Miguel Oliveira diz que “Um Top 5 será um resultado realista” em Phillip Island

Miguel Oliveira aponta ao Top 5 na estreia no Mundial Superbike. Aqui ficam as declarações do piloto da ROKiT BMW Motorrad em Phillip Island.

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Miguel Oliveira está a poucas horas de dar oficialmente início à sua nova vida como piloto do Mundial Superbike. A ronda australiana em Phillip Island assinala o arranque da nova temporada 2026, com o piloto português da ROKiT BMW Motorrad a ser um dos grandes destaques num plantel de pilotos recheado de qualidade.

Vindo do MotoGP e agora a pilotar a M 1000 RR que levou Toprak Razgatlioglu ao título, por dois anos consecutivos, naturalmente que a estreia de Miguel Oliveira nas Superbike está a ser alvo de muitas atenções.

Aproveitando os momentos ainda de alguma tranquilidade antes de se dar início à atividade em pista nos primeiros Treinos Livres (madrugada de sexta-feira), o piloto português aproveitou para conceder algumas declarações em antevisão à primeira ronda do campeonato em Phillip Island.

“Sinto-me bem e entusiasmado para começar este novo capítulo. É sempre bom estar num lugar novo e conhecer novas pessoas. O objetivo é continuar a adaptar-me à moto, continuar a aprender e ter um bom fim de semana, que seja divertido. A minha adaptação está a correr bem até agora. Todos sabemos que tivemos uma pré-temporada estranha e os dois dias aqui em Phillip Island foram muito importantes para conhecermos melhor a equipa e a moto, e para aumentar a minha velocidade e adaptação. Penso que o maior desafio é adaptar-me à moto. É uma moto muito diferente e, até agora, vimos que ela tem muito potencial, mas ainda não estou no momento certo para extrair o máximo dela. A julgar pelos testes, acho que ficar entre os cinco primeiros seria um resultado realista. Mais do que isso seria muito ambicioso”.

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miguel oliveira

A antevisão do piloto português não se ficou apenas pela sua estreia no Mundial Superbike este fim de semana.

Na verdade, tendo em conta que vem do MotoGP e que estamos em Phillip Island, Miguel Oliveira não fugiu ao tema do momento: a confirmação de que o Grande Prémio da Austrália deixará de acontecer em Phillip Island e passará a realizar-se num novo circuito citadino em Adelaide, no estado da Austrália do Sul.

“Penso que temos duas perspetivas desta questão. Uma é relativa ao património motorizado. Não se pode alterar o património de um circuito lendário como é Phillip Island, não se pode alterar a sua localização, mas também não conseguimos trazer para aqui o grande público. Digamos que a ilha é uma experiência completa. Estou seguro que com a Liberty Media estamos à procura de atrair pessoas novas, um novo público e aproximar a competição da cidade. Algo que os automóveis podem fazer, mas para as motos é mais desafiante. Estou confiante que será possível encontrar um compromisso que permita cumprir os regulamentos da FIM. Acredito que isto tornará as corridas de motos mais emocionantes. As mudanças são difíceis de aceitar e de combater. Adoro vir aqui a Phillip Island e, obviamente, gostaria de continuar a vir aqui competir, mas abraçar um novo circuito é também agradável”.

Porém, o circuito para onde o MotoGP se vai mudar na Austrália será um traçado citadino.

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Um circuito citadino não é novidade no calendário. Atualmente os pilotos competem em Mandalika, um circuito que nasceu como parte integrante de um complexo turístico na ilha de Lombok. Parte do circuito conta com partes de estradas públicas. Mas não é um circuito citadino na sua verdadeira e mais pura definição. Foi construído especificamente para acolher corridas com toda a segurança, nomeadamente as escapatórias.

Sobre as MotoGP, com protótipos que facilmente atingem mais de 330 km/h, competirem num circuito onde os ‘muros’ e outros obstáculos urbanos estão demasiado perto da trajetória onde os pilotos passam a toda a velocidade, Miguel Oliveira tem uma opinião clara:

(podem competir nas ruas da cidade) Absolutamente não! Reasfaltar antes da corrida? Não vejo outra solução se quiserem competir. As MotoGP andam a mais de 300 km/h e não podem passar por cima de linhas brancas, partes pintadas ou coisas desse género. É uma loucura só de pensar nisso, mas estou seguro que a Dorna e a FIM estão conscientes. Sei que garantir a segurança dos seus pilotos será a sua principal prioridade”.

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