Depois de realizados os exames médicos já em Portugal, nomeadamente a ressonância magnética que a Revista Motojornal deu conta ainda na tarde de segunda-feira, 4 de maio, já ficámos oficialmente a conhecer a real extensão dos danos no corpo de Miguel Oliveira que foram causados pela queda sofrida na ronda da Hungria do Mundial Superbike no passado domingo, na corrida Superpole em Balaton Park.
De acordo com o comunicado oficial da BMW Motorrad Motorsport, os exames revelaram fraturas na escápula do ombro esquerdo, fraturas nas costelas, lesões nos ligamentos do ombro esquerdo, sem esquecer a concussão sofrida durante a queda.
Com a próxima ronda do Mundial Superbike a acontecer no fim de semana de 15 a 17 de maio, em Most, República Checa, o piloto português, em conjunto com a ROKiT BMW Motorrad, optou por focar toda a sua atenção na sua recuperação a 100%.
Isto significa que está desde já colocada de lado a sua participação na ronda em Most, tendo a equipa da marca alemã anunciado já que a M 1000 RR de Miguel Oliveira será pilotada por Michael van der Mark, o neerlandês que foi durante vários anos pilotos de Superbike da BMW (2021 a 2025), passou este ano a integrar o projeto da marca no Mundial de Resistência FIM e é também piloto de testes da BMW Motorrad Motorsport.
Miguel Oliveira – a reação
“Claro que estou muito desapontado, porque com o pódio na corrida de sábado na Hungria mostrámos que estamos no caminho certo para o sucesso. Infelizmente, contratempos como lesões podem acontecer nas corridas. Agora vou concentrar-me totalmente em recuperar 100% da minha forma física e voltar para minha equipa e para a minha BMW M 1000 RR o mais rápido possível. Os meus agradecimentos vão para todos os que me ajudaram após minha lesão na Hungria. Obrigado também ao Mickey – sei que minha moto está em boas mãos em Most”.
Quando poderá o piloto português regressar à competição?
Sobre um possível regresso do Miguel Oliveira aos comandos da sua BMW M 1000 RR, o comunicado oficial da ROKiT BMW Motorrad não aponta qualquer data específica.
Apenas é referido que a evolução do estado físico do piloto português será monitorizada de perto, sendo que a decisão sobre a participação de Miguel Oliveira numa próxima ronda do Mundial Superbike será tomada no momento certo.
Se a questão da concussão tem um prazo mínimo para cumprir, em termos de recuperação, de acordo com o novo guia da FIM para concussões dos pilotos, o que implica sempre uma paragem de 10 dias a contar do momento da lesão, ou ainda as fraturas que serão relativamente ‘fáceis’ de curar, talvez o maior problema esteja relacionado com as lesões nos ligamentos do ombro esquerdo.
Recordamos que no seu último ano em MotoGP, 2025, Miguel Oliveira esteve vários meses fora de competição no início da temporada, precisamente devido a uma lesão nos ligamentos do ombro esquerdo. Uma lesão que demorou mais do que o inicialmente se previa para curar, e quando regressou às pistas, o piloto português ainda demorou, naturalmente, a encontrar a sua melhor forma física.
Desejamos que o #88 recupere o mais rápido possível das suas lesões, a 100%, e regresse ao Mundial Superbike pois estava a ser um dos bons destaques deste campeonato.
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