Competir à chuva, ao seco ou arrancar de último na grelha de partida para as três corridas do fim de semana do Mundial Superbike em Phillip Island não parecem ser fatores particularmente impeditivos para que Miguel Oliveira seja já na sua estreia um dos grandes destaques deste campeonato.
O piloto português fechou o seu fim de semana no traçado australiano com uma enorme demonstração do seu talento para pilotar, particularmente nas condições mais traiçoeiras e complicadas, mostrando que aquilo que conseguiu fazer tantas vezes à chuva no MotoGP também o consegue fazer aos comandos da sua nova M 1000 RR da ROKiT BMW Motorrad.
Depois de um fim de semana onde foi 8º na Corrida 1, 18º na corrida Superpole onde a M 1000 RR sofreu um problema técnico que lhe roubou um Top 9, tendo finalizado com um incrível 7º lugar na Corrida 2 disputada à chuva, Miguel Oliveira é um piloto naturalmente satisfeito com a sua estreia.
Miguel Oliveira – A reação às corridas Superpole e Corrida 2

“Que domingo! Podia contar muitas coisas sobre a corrida, ultrapassagens ou até as condições difíceis na corrida 2… mas prefiro dizer que dos fracos não reza a história e desânimo, desistir, conformismo, são palavras que não encontro no meu dicionário”, começou por referir na sua página oficial de Facebook.
Já em declarações ao Mundial Superbike, Miguel Oliveira fez uma análise mais detalhada do que aconteceu este domingo:
“Na corrida Superpole as coisas estavam a correr bem, consegui muitas ultrapassagens para me conseguir colocar dentro do Top 9, mas infelizmente na penúltima volta comecei a ter um problema a trocar de caixa. No início da última volta deixei de conseguir trocar de caixa devido a um pequeno problema no quickshift. Ficou preso numa mudança e basicamente tive de fazer a volta simplesmente a rolar sem incomodar os outros pilotos e cruzei a linha de meta muito desapontado, mas esta tarde tivemos outra oportunidade para somar pontos e eu fiz isso.
Provavelmente conseguir esta recuperação com estas condições de chuva foi a coisa mais difícil que tive de fazer, porque a visibilidade era muito má, diria que na fronteira do que são condições perigosas para nós. Mas conseguimos ficar na moto, o que em si já é um feito bom devido às condições. Terminar em 7º realmente próximo do Danilo, temos de estar verdadeiramente satisfeitos com isso, conseguimos somar pontos em ambas as corridas.

Dadas as circunstâncias, fizemos o melhor, vamos para Portimão com a cabeça bem levantada, porque fizemos um bom trabalho, estamos a melhorar com a moto e ainda temos dois dias extra antes da corrida e por isso tenho a certeza que vai ser melhor.
Não conseguia ver muito bem, mas pelo menos as motos tinham luzes que me permitiram avaliar mais ou menos onde é que eu podia travar, consegui ultrapassar o Iker na última volta, são mais alguns pontos, eu estava apenas a tentar tirar o máximo de toda esta situação. Tive de avaliar bem o risco vs recompensa, por isso em alguns momentos arrisquei um pouco mais, noutros momentos tive de manter-me um pouco mais calmo.
Foi um fim de semana com muitas coisas. O progresso está lá, mostrei mais velocidade, estou melhor com a moto, provavelmente agora já pilotei em todas as condições, desde a parte de trás da grelha de partida. Agora apenas precisamos de tratar da qualificação, o que eu tenho a certeza que faremos em Portimão, e ver qual é o nosso potencial começando bastante mais à frente na grelha de partida.
Vamos correr em casa, regressamos a um circuito em que sabemos que a moto não sofre tanto como aqui. Estamos muito entusiasmados por ir para lá e começar a trabalhar nos dois dias de testes, esperamos que o tempo se mantenha bom para nos dar um bom teste e depois continuar a progredir para um fim de semana bom e ver onde terminamos”.
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