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SBK: Miguel Oliveira assume que “Trabalho todos os dias. Mesmo que eu já saiba qual é o resultado”

Na reação ao primeiro dia em Magny-Cours, Miguel Oliveira pede uma moto mais fácil de pilotar e garante ter confiança nas decisões da equipa.

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Miguel Oliveira fechou o primeiro dia da ronda de Magny-Cours do Mundial Superbike com o 8º lugar na tabela de tempos combinados, tendo sido o 7º mais rápido em pista no Treino Livre 2. Uma prestação que deixa o português abaixo das posições que ambiciona, mas que, tendo em conta a diferença de performance para as poderosas Ducati Panigale V4 R, não deixa de ser um resultado positivo para este arranque de ronda francesa.

Já depois de terminadas as atividades em pista e em declarações à imprensa, Miguel Oliveira partilhou as suas sensações deste primeiro dia em Magny-Cours.

Mantendo sempre uma postura bastante institucional e sem querer extravasar as suas funções de piloto, Miguel Oliveira não se mostra preocupado com quem será o seu novo companheiro de equipa na ROKiT BMW Motorrad. Já sabe que Danilo Petrucci não vai permanecer na box em 2027. E os rumores apontam para que venha a forma dupla com Brad Binder, o sul-africano que já foi companheiro de equipa do português em MotoGP. E o #88 deixa essa decisão inteiramente nas mãos dos responsáveis da equipa:

“Não me cabe a mim tomar essas decisões. Confio nas escolhas da BMW. Estou focado nos meus objetivos, por isso a minha opinião sobre o assunto não é assim tão importante. Eu sei o que quero do projeto e da moto e estou a levar a equipa nessa direção. Nunca tive um companheiro de equipa que fosse numa direção diferente, por isso tenho confiança na decisão que a BMW vai tomar”.

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miguel oliveira

Nas suas declarações, Miguel Oliveira mostra-se bastante seguro de si e do caminho que é preciso seguir para tornar a M 1000 RR numa moto mais rápida.

E em Magny-Cours o piloto da ROKiT BMW Motorrad continua a trabalhar no sentido de encontrar forma de dar a volta ao comportamento mais problemático da moto alemã. Quando questionado sobre o que sente que é preciso melhorar na M 1000 RR, Miguel Oliveira não demorou a responder e a sua resposta é bastante específica e esclarecedora:

“Gostaria de uma moto que fosse mais amigável, mais fácil de pilotar. Precisamos de elevar o patamar e ser rápidos. Encontrar algumas décimas não é suficiente. Precisamos de muitas décimas por volta. Os nossos rivais estão um grande passo à nossa frente em algumas áreas. Um dos fatores fundamentais é fazer com que a BMW se comporte melhor. Quanto mais aberta a curva, vamos mais rápido, por isso é apenas uma questão de conseguir gerir melhor. Essa é uma área em que estamos a perder muito terreno. O resto vem por arrasto. Precisamos de trabalhar em muitas áreas, mas a diferença nessas áreas não é tão grande como nesta”, referindo-se ao comportamento da M 1000 RR nas curvas mais rápidas e abertas.

De facto, o comportamento e a estabilidade da moto alemã neste momento particular de condução tem sido uma dor de cabeça ao longo deste ano. Já vimos noutros circuitos a M 1000 RR a não conseguir gerir toda a potência gerada à saída de curva em aceleração, com a traseira a movimentar-se bastante em comparação com a sua rival mais forte, a Panigale V4 R.

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Miguel Oliveira tem testado diversas configurações do amortecedor traseiro, procurando alterar a geometria da moto para encontrar forma de estabilizar os movimentos indesejados da traseira e com isso ganhar as tão desejadas décimas de segundo que lhe permitam posicionar o seu #88 mais acima na classificação do Mundial Superbike.

Sem se esconder das perguntas dos jornalistas no paddock de Magny-Cours, Miguel Oliveira assume que o desafio com a ROKiT BMW Motorrad no ano de estreia no Mundial Superbike está a ser maior que o desafio que enfrentou em MotoGP com a Yamaha:

“É difícil. Para ser honesto, neste campeonato a diferença parece ser maior. Quando estava em MotoGP senti dificuldades e não era competitivo em algumas áreas, mas de alguma forma a diferença era menor. É desafiante quando tens de pilotar uma moto em que tens de usar as tuas capacidades sem cometer qualquer erro. É difícil de pilotar. Essa é a verdade”.

Mas o futuro da BMW M 1000 RR trará novidades, como um novo quadro como principal destaque, entre outros componentes. E esse trabalho que está a ser feito pela casa de Munique deixa o piloto português confiante no caminho que está a ser seguido.

Porém, atualmente, é impossível lutar contra as mais poderosas Ducati Panigale V4 R.

A moto italiana evoluiu de uma forma estrondosa nesta sua mais recente geração. E isso deixou toda a concorrência a uma distância enorme. Para os pilotos que não estão aos comandos de uma Panigale V4 R, competir nestas circunstâncias poderá ser desmotivante.

Mas Miguel Oliveira, como habitualmente, mantém o seu espírito positivo:

“Eu trabalho todos os dias. É assim que tem de ser, quer se goste ou não se goste, ou mesmo que eu já saiba qual é o resultado. Mas não podemos cair na armadilha de desistir, atirar a toalha ao chão, dizer ‘OK, é isto que eu tenho, mais uma semana de sofrimento’. Tento focar-me nos pontos positivos e trazer essa energia para a equipa. Porque se eles sentirem que eu desisti, então eles também não vão estar motivados para dar o seu melhor. Por isso estou a tentar fazer com que a equipa entre neste espírito, dando 110% de mim. Mesmo que se saiba que temos desafios pela frente e que a moto não é competitiva em algumas áreas, eu não quero saber, vou tentar na mesma!”.

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