Má qualificação, queda na Corrida 1 que levou a desistência, 12º lugar na corrida Superpole e, por fim, um 15º lugar na Corrida 2. Esta visita do Mundial Superbike ao circuito de Magny-Cours, onde se cumpriu mais uma ronda do calendário 2026, ficará na memória de Miguel Oliveira e da ROKiT BMW Motorrad. Mas não fica por boas razões.
Mesmo tendo testado previamente neste mesmo circuito durante a pausa de verão do Mundial Superbike, o que, em teoria, poderia trazer algum benefício do ponto de vista de encontrar soluções de afinação da M 1000 RR, a verdade é que o fim de semana de competição foi um desastre.
E quem o diz é mesmo Miguel Oliveira.
Sem contemplações pelos resultados obtidos e também pela falta de argumentos demonstrados em pista pela moto alemã, o piloto português, que recentemente renovou por mais três anos com a ROKiT BMW Motorrad para liderar a equipa oficial rumo ao sucesso nas Superbike , já reagiu ao que aconteceu em França nos últimos três dias.

Miguel Oliveira diz que o fim de semana “Foi um desastre”
Na habitual interação com a imprensa após estarem terminadas as atividades em pista, Miguel Oliveira não fugiu às questões que lhe foram colocadas. E assumiu mesmo com bastante frontalidade que a situação da ROKiT BMW Motorrad neste circuito foi um desastre:
“Dizer que este fim de semana foi muito difícil é ser otimista, foi um desastre, desde a qualificação até às corridas, não tivemos ritmo ou velocidade. Encontrámos qualquer coisa hoje de manhã, pelo menos no que diz respeito a mim. Pensávamos que as corridas seriam um pouco melhores devido a estas mudanças. A única diferença em relação a esta manhã é que a pista estava com menos aderência e tinha mais combustível. Para ser honesto, não tenho a certeza do que aconteceu. A realidade é que, daqui para a frente, precisamos de alguma coisa diferente. A equipa está a reagir bem e está a fazer o seu trabalho. Mas durante o fim de semana testei tanta coisa diferente com o setup que comecei a perder um pouco a previsibilidade. Encontrei-me sempre em cima de uma moto nova. Não é o ideal”.
Revelando detalhes interessantes sobre o teste realizado em agosto em Magny-Cours, nomeadamente que conseguiu rodar em 1m35.8s com a sua M 1000 RR calçada com o Pirelli SCX e com a temperatura do asfalto francês a atingir uns escaldantes 70 graus Celsius.
Um tempo que este fim de semana não foi possível para o piloto português da ROKiT BMW Motorrad, Miguel Oliveira assume também que não vale a pena começar tudo do zero:

“Não vamos começar novamente do zero, porque já temos a experiência acumulada desta temporada e já testámos muitas coisas diferentes. Procuraremos aproveitar esta experiência no próximo fim de semana. Mas também não sabemos o que é que vai funcionar”, referindo-se à próxima ronda do Mundial Superbike no circuito de Cremona, onde a equipa irá testar antes dessa ronda.
Para Miguel Oliveira, depois desta visita a Magny-Cours, ficou clara uma coisa em comparação com a ronda de Misano, onde voltou a competir depois da lesão, sem estar ainda a 100% fisicamente e obteve melhores resultados que agora:
“Fisicamente, não estava nem sequer perto da condição física atual. E apesar disso, a minha performance foi aceitável. Mas a pista era substancialmente diferente e esta é a questão principal. Aqui é muito ‘stop & go’ e quanto mais tenho de travar e acelerar novamente, pior é”.
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