InícioDesportoSBK – Toprak Razgatlioglu despede-se da BMW Motorrad com mais um título

SBK – Toprak Razgatlioglu despede-se da BMW Motorrad com mais um título

Toprak Razgatlioglu deixa o Mundial SBK como bicampeão ao conquistar novo título na última corrida da temporada em Jerez.

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Foi uma temporada memorável aquela a que tivemos direito no Mundial Superbike. Dois pilotos, Toprak Razgatlioglu e Nicolò Bulega, principalmente esses, deram aos fãs do motociclismo de competição um espetáculo sem igual que culminou numa ronda final em Jerez que poucos irão esquecer.

Com tudo em aberto, mas ainda assim com o piloto turco da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK em clara vantagem pontual que lhe permitia enfrentar as corridas de Jerez com outra tranquilidade em relação ao italiano da Aruba.it Ducati, assistimos a uma ronda andaluza com todos os ingredientes que esperamos de corridas onde participam pilotos deste calibre, inclusive com alguma polémica à mistura.

O dia de domingo seria o decisivo para encontrar o novo campeão de Superbike.

Toprak Razgatlioglu precisava de controlar o que fazia Nicolò Bulega, que tinha de vencer e esperar que o piloto da BMW Motorrad Motorsport não conseguisse somar muitos pontos. O italiano mostrou estar com um andamento muito superior a todos os outros em Jerez, inclusivamente ao registar novo recorde absoluto das SBK durante a qualificação, ao parar o cronómetro apenas 1 segundo mais lento do que a “pole position” de MotoGP no Grande Prémio de Espanha deste ano.

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Bulega estava assim em vantagem no momento do arranque, mas Toprak Razgatlioglu, ao ser segundo na qualificação, estava a controlar a situação. O italiano venceu a Corrida 1 do fim de semana em Jerez logo seguido de Toprak, e por isso a vantagem ainda estava claramente do lado do turco e da sua M 1000 RR #1 quando ficavam a faltar apenas cumprir a corrida Superpole e Corrida 2 para se encontrar o novo campeão.

Na corrida Superpole deu-se aquele que terá sido o momento mais polémico desta batalha titânica que envolveu estes dois pilotos ao longo da temporada 2025. Uma batalha que foi sempre muito leal, com grandes discussões ‘limpas’ por posições e vitórias em cada ronda do Mundial Superbike.

No arranque da corrida Superpole, Toprak Razgatlioglu levou a melhor e assumiu a primeira posição que manteve até à curva 5. Nesse momento, Nicolò Bulega procurou atacar a liderança ao acreditar que conseguia meter a sua Ducati Panigale V4 R por uma nesga de pista que tinha ficado livre entre Toprak e o corretor interior da curva 5, uma rapidíssima direita que dá acesso à reta posterior do circuito de Jerez.

Toprak fechou a trajetória ligeiramente quando Bulega já estava comprometido com o seu momento de ataque. O contacto foi inevitável, com a Ducati a bater nas costas de Toprak que não teve qualquer hipótese de evitar a queda e o abandono, enquanto Bulega ficava então isolado na liderança.

toprak razgatlioglu

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Pela manobra a Direção de Corrida deu a Nicolò Bulega uma penalização de Volta Longa, que de pouco serviu, pois, a diferença de andamento do italiano para os restantes pilotos era tão grande que o #11 da equipa oficial da Ducati e pretendente ao título não teve dificuldade em vencer a corrida Superpole enquanto Toprak Razgatlioglu assistiu a tudo isso da box da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK.

Estavam assim lançados os ‘dados’ para a Corrida 2, disputada na tarde de domingo em Jerez. Nicolò Bulega precisava de vencer e esperar que Toprak Razgatlioglu não terminasse entre os 13 primeiros. Missão muito complicada para o italiano que ainda contava com a ‘ajuda’ da grelha de partida desta Corrida 2 ser definida pela classificação da corrida Superpole. Como Toprak caiu e desistiu, perdeu o seu 2º lugar na grelha de partida e iria então partir de 10º.

Alvaro Bautista (Aruba.it Ducati), a cumprir a sua última corrida como piloto da equipa oficial de Borgo Panigale, foi quem se destacou no momento do arranque e assumiu a liderança na frente do seu companheiro de equipa Nicolò Bulega. Mas as posições rapidamente inverteram e Bulega passou então a comandar as operações e aproveitou a pista livre à sua frente para abrir logo uma vantagem que lhe permitiu completar o “hat trick” de vitórias em Jerez.

O italiano da Ducati estava então dependente do que ia fazer Toprak Razgatlioglu para saber se conseguiria ser campeão.

O piloto da BMW Motorrad não falhou. Sem demoras depois do arranque, Toprak Razgatlioglu estava já a rodar em 8º e na segunda volta subiu a 6º. A partir daí fez uma corrida de paciência, aproveitando algumas batalhas à sua frente para continuar a progredir na classificação até finalmente assumir o 3º lugar com que terminou a corrida.

toprak razgatlioglu

Isto permitiu-lhe sagrar-se campeão de Superbike pela terceira vez na sua carreira: a primeira com a Yamaha e as duas seguintes, consecutivas, com a BMW Motorrad. É dos poucos pilotos a conseguir ter mais de dois títulos SBK, igualando Troy Bayliss com três, e ficando atrás de Carl Fogarty com quatro e ainda Jonathan Rea com seis títulos.

A diferença ente Toprak Razgatlioglu e Nicolò Bulega na classificação ficou então em 13 pontos, sendo que as três vitórias do vice-campeão em Jerez permitiram à Ducati assegurar o título de Construtores.

“Caí na Curva 5 na Superpole, mas mantive a calma e o foco na Corrida 2. Fizemos um bom trabalho e conquistámos o título. O início da temporada foi difícil, mas corrida após corrida, continuámos a melhorar. Estou muito feliz por conquistar este título no meu último ano com a BMW. É um belo presente antes de passar para o MotoGP. Na Corrida 2, pilotei com calma, partindo da décima posição na grelha de partida. Sabia que não precisava correr riscos e só precisava terminar. Foi uma temporada fantástica. Estou muito feliz porque alcancei o objetivo de vencer o Campeonato Mundial com a BMW. Esta temporada não foi fácil porque no início não estávamos muito fortes. Corrida após corrida, melhorámos juntos. A equipa trabalhou muito e tentou sempre dar-me uma moto melhor”, refere Toprak Razgatlioglu nas primeiras declarações após conquistar o título de Superbike 2025.

Neste fim de semana destaque ainda para Alvaro Bautista, que conseguiu garantir o terceiro lugar no campeonato.

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Uma última nota para a despedida inglória daquele que é considerado o melhor piloto de sempre do Mundial Superbike: Jonathan Rea.

O norte-irlandês vai deixar de competir (pelo menos ainda não anunciou nada sobre o seu futuro) e esperava poder despedir-se da competição e do Mundial Superbike em pista. Infelizmente o seis vezes campeão de SBK sofreu uma queda e desistiu na Corrida 1, tal como aconteceu depois na corrida Superpole. A segunda queda provocou algumas lesões que o impediram depois de competir na Corrida 2 e por isso Jonathan Rea despede-se da competição sem estar em pista. O fim inglório de uma era repleta de sucessos para o norte-irlandês.

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