Depois de uma despedida altamente emotiva do paddock do MotoGP, Miguel Oliveira prepara-se já para iniciar a sua nova vida como piloto do Mundial Superbike. A nova e mais sonante contratação da equipa oficial ROKiT BMW Motorrad WorldSBK para a temporada 2026 chega às Superbike com um currículo invejável, nomeadamente as cinco vitórias na categoria rainha e nada menos do que 15 anos a competir no Mundial de Velocidade.
Para Miguel Oliveira os dois dias de testes privados em Jerez, 26 e 27 de novembro, servem de primeiro contacto com a sua nova BMW Motorrad M 1000 RR, uma moto que pelas mãos de Toprak Razgatlioglu (que agora está em MotoGP) conquistou dois títulos mundiais consecutivos.
O piloto português competiu sempre ao longo da sua carreira em motos tipo protótipo, no que a campeonatos mundiais diz respeito. Seja nas 125 cc, Moto3, Moto2 ou mais recentemente no MotoGP.
Porém, ocasionalmente vimos o Falcão da Charneca da Caparica a competir com motos derivadas de modelos de produção em série, como sejam as participações como “wildcard” no CNV Moto ou ainda a participação que teve nas 12 Horas de Portimão, uma corrida do Mundial de Resistência FIM, onde foi mesmo o piloto mais rápido em pista dividindo a moto com Miguel Praia e Matthieu Lussiana. Em ambas as ocasiões, aos comandos de uma Yamaha YZF-R1.

Agora, a sua carreira passará a ser inteiramente dedicada às motos derivadas de modelos produzidos em série. As Superbike, pese embora sejam motos altamente preparadas e com performances muito aproximadas às MotoGP em determinados circuitos e condições específicas, são motos que requerem um estilo de pilotagem muito próprio. Até porque os pneus usados são Pirelli, muito diferentes dos pneus protótipo que a Michelin utiliza em MotoGP.
Por tudo isto, os dois dias de testes privados de Miguel Oliveira em Jerez, sendo o primeiro contacto com a M 1000 RR e pneus Pirelli, bem como um primeiro momento de habituação aos métodos de trabalho da equipa ROKiT BMW Motorrad WorldSBK, serão cruciais para que o #88 possa sentir aquilo que precisa para garantir os melhores resultados aos comandos da moto alemã.
Naturalmente que irá trabalhar na ergonomia da M 1000 RR para se adaptar às suas preferências, bem como trabalhará com os seus mecânicos de forma a afinar a moto, quer do ponto de vista da ciclística, quer do ponto de vista da eletrónica. Serão dois dias de trabalho muito intenso e no final espera-se que Miguel Oliveira consiga encontrar já uma boa base de trabalho para a temporada 2026 do Mundial Superbike, mesmo sendo este teste de Jerez a sua estreia com a equipa e a sua nova M 1000 RR.
Refira-se ainda que o piloto português, fruto do seu contrato ainda válido até final do ano com a Yamaha Racing, não deverá falar sobre o que vai acontecer em Jerez. Provavelmente saberemos algumas informações através de membros da equipa alemã.

Em pista teremos dois dias de ação. Os testes são privados e por isso não haverá transmissão televisiva do que acontecer no circuito Jerez Ángel Nieto.
A pista estará aberta das 09H00 às 17H00 (hora de Portugal Continental), sendo que no website oficial do Mundial Superbike serão disponibilizadas atualizações para se poder seguir a evolução dos tempos de cada piloto e do que for acontecendo ao longo dos dias.
Na box da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK, para além da estreia do Miguel Oliveira, teremos a estreia do italiano Danilo Petrucci. O veterano italiano deixa a Ducati para passar a ser piloto oficial da BMW Motorrad, formando-se assim uma dupla de pilotos com história no MotoGP (e vitórias), mas que terão de descobrir todos os ‘truques’ da M 1000 RR de forma a manter a marca de Munique a lutar pelos títulos no Mundial Superbike.
Nem Miguel Oliveira, nem Danilo Petrucci (por lesão) participaram no dia de teste em Jerez que aconteceu há quase um mês. Por isso, não têm quaisquer referências, ao contrário da grande maioria dos seus rivais.

No campo da Yamaha, muitas novidades. Andrea Locatelli continua, mas terá agora ao seu lado Xavi Vierge que deixou a Honda HRC para se tornar piloto da Pata Maxus Yamaha. Remy Gardner e Stefano Manzi formam a dupla da GYTR GRT Yamaha, sendo que Manzi sobe às Superbike como campeão em título das Supersport. Os quatro pilotos Yamaha estiveram competitivos no primeiro teste e por isso espera-se novamente ver as YZF-R1 a ocuparem boas posições na tabela de tempos (não oficial).
Na Bimota, o primeiro dia do teste de Jerez será dedicado a Xavi Forés. O piloto de testes da marca italiana vai iniciar o trabalho na KB998 Rimini, nomeadamente a preparação do motor e das suspensões. No segundo dia entram em ação os pilotos oficiais Alex Lowes e Axel Bassani.
Na Honda, o destaque maior é a estreia dos pilotos Jake Dixon e Somkiat Chantra. O primeiro vindo das Moto2 e o segundo vindo do MotoGP. Passam a ser os pilotos oficiais com a CBR1000RR-R Fireblade, tendo a preciosa ajuda no teste de Jerez por parte do seis vezes campeão mundial de SBK, Jonathan Rea, o norte-irlandês que está de regresso à Honda como piloto de testes.
Refira-se que Rea não vai participar no teste no que às atividades em pista diz respeito, irá apenas apoiar os pilotos da equipa oficial, sendo que o piloto de testes Tetsuta Nagashima ficará com essa missão.

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