Não será grande novidade para muitos daqueles que seguem o fenómeno desportivo associado ao motociclismo de competição, mas nunca é demais realçar que as provas de motos, em particular as que têm selo de Mundial, como é o caso do Mundial Superbike. O campeonato passou pelo Autódromo Internacional do Algarve (AIA) em março deste ano, numa altura ‘baixa’ para o turismo, e, claro, mais uma vez revelou ser um evento de impacto económico impressionante!
De acordo com os dados agora divulgados pelo Autódromo Internacional do Algarve, ficou, mais uma vez, demonstrado que a aposta dos seus responsáveis em garantir a presença dos melhores campeonatos de motociclismo na ‘montanha russa’ algarvia, para além de todo o prestígio que dá a Portugal, consegue também servir de ‘motor’ para toda a economia da região mais próxima do circuito, mas também do Algarve em geral.
A dinamização do circuito perto de Portimão permite à economia da região algarvia receber muitos milhões de euros, de forma direta, podendo depois também capitalizar no futuro atraindo mais visitantes e turistas para o Algarve.
Desta forma, eventos como o Mundial Superbike adicionam entrada de euros nos cofres de muitos negócios, mesmo de forma indireta.
Os dados revelados pelo Autódromo Internacional do Algarve não deixam espaço para dúvidas: o investimento feito em garantir que o circuito se mantém no calendário do Mundial Superbike, é facilmente superado pelas receitas geradas ao longo do fim de semana desta ronda portuguesa.
Ao receber a segunda etapa das Superbike, no final do passado mês de março, o Autódromo Internacional do Algarve voltou a ser motor da economia regional e nacional com destaque para os setores da hotelaria, restauração, transportes e serviços técnicos. O impacto económico estimado situa-se nos 33 milhões de euros!
Analisando os dados de uma forma mais detalhada, verificamos que foram cerca de 70.000 os fãs que se deslocaram propositadamente ao Algarve para acompanhar a prova, dos quais 53.407 foram espectadores que, durante os 3 dias de evento, assistiram ao vivo à competição em pista, consolidando a prova como uma das mais representativas a nível nacional, acelerando a economia na denominada época baixa.
Autódromo Internacional do Algarve diz que Total de Impacto Económico Estimado é de até 33 milhões euros
No total, o impacto económico direto do evento ascendeu a 17,3 milhões euros. Aplicando o multiplicador económico do turismo, que mede o efeito em cadeia gerado por estas despesas na economia, o valor global do impacto total situa-se entre os 28,4 milhões de euros e os 33 milhões de euros.
Apenas em receitas turísticas diretas — como alojamento, alimentação, transportes e outras despesas — os participantes e organização contribuíram com mais de 5,7 milhões de euros. Já os espectadores deixaram na economia local mais de 11,2 milhões de euros.
Os fornecedores locais, contratados para assegurar serviços como segurança, limpeza, comissários de pista, bombeiros, assistência médica ou publicidade, representaram uma injeção adicional de 393 mil euros.
Destaque-se que a passagem do campeonato do Mundo pelo Autódromo Internacional do Algarve significou mais de 20.000 noites de alojamento para equipas, imprensa e organização, sendo que cerca de metade dos espectadores, também eles ficaram alojados em unidades hoteleiras da região.
Felizmente estas boas notícias do ponto de vista económico são acompanhadas pela garantia de que em 2026 voltaremos a ter o Mundial Superbike a visitar o Autódromo Internacional do Algarve!
A prova voltará a realizar-se em março, e os bilhetes já se encontram à venda na bilheteira online disponível clicando aqui .
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