InícioNotíciasTeste Honda SH125i - A Rainha das deslocações Casa-Trabalho-Casa

Teste Honda SH125i – A Rainha das deslocações Casa-Trabalho-Casa

A Honda apresentou em Roma a nova atualização da 6ª geração do modelo SH125i: a mesma filosofia, agora mais moderna, tecnológica e confortável, consolidando a sua forte posição na mobilidade urbana.

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Em 1984 a Honda SH50 foi a fundadora de um novo conceito dentro da casa japonesa, e entretanto já se passaram 25 anos desde que o primeiro modelo da Honda SH125 a 4 tempos chegou ao mercado europeu.

Com um motor económico, agilidade rápida e com a estabilidade extra por conta das rodas de 16 polegadas, a SH125 apresentava um conjunto elegante e de estilo premium.

Essas linhas marcaram a filosofia a seguir pela marca em todas as gerações que seguiram. Em 2005, a SH125 passava a denominar-se SH125i, ao receber o sistema de injeção de combustível. Com esta atualização, esta scooter passou a ser o modelo que representa o derradeiro modelo de transporte urbano.

Daí em diante a linha SH foi acompanhando a evolução tecnológica e as necessidades do mercado, até chegarmos à mais recente versão deste modelo. A mais recente versão não é uma revolução, mas foca-se principalmente em duas coisas: tornar a moto ainda mais confortável, bem como trazer mais tecnologia.

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Evoluir com direção

Para que isso acontecesse, a Honda trouxe uma nova suspensão, apresentando uma atualizada forquilha dianteira, bem como um sistema de duplo amortecedor traseiro, ambos com uma  afinação mais confortável.

Apesar da suspensão dianteira não ter regulação, os dois amortecedores traseiros podem ser regulados em 5 níveis de pré-carga. Durante os cerca de 80 quilómetros que realizei aos comandos da SH125i não encontrei grandes coisas a apontar em relação à suspensão. Cumpre na perfeição a sua função, sendo cómoda em todos os ambientes. Filtra bem as pequenas imperfeições do piso, sem ser demasiado macia em curva.

O assento foi também alvo de atualizações, ao receber um enchimento mais suave e com um novo desenho. O assento é afunilado e não é muito largo, mas é bastante confortável. O novo apoio para a lombar traz uma ergonomia muito interessante e dá bastante suporte na posição de condução. O espaço para as pernas é mais do que suficiente, apesar da Honda ter optado por um estrado estreito que facilita a chegada dos pés ao chão.

Apesar de ter gostado bastante da comodidade do assento, o espaço que por baixo dele existe deixou um pouco a desejar. Os 28 litros de capacidade soam melhor no ouvido do que na prática. Há espaço por baixo do assento, mas o desenho do mesmo não permite guardar o capacete com facilidade, pelo que a maioria dos jornalistas teve de guardar o capacete no topcase.

O topcase que equipa de série a nova SH125i conta com 35 litros de capacidade. Funciona em conjunto com o sistema SmartKey (Keyless) e pode ser destravado através de um botão situado na parte inferior do mesmo. O porta-luvas foi também redesenhado e recebe agora a tomada USB-C que anteriormente se situava por baixo do assento (era um USB convencional).

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Motor sem alterações

Como em equipa que ganha, não se mexe, o motor permanece inalterado. É o já co-
nhecido Smart Power + (eSP+) de quatro válvulas, com capacidade de 125 centímetros cúbicos. Este motor gera um pico de potência máxima de 13,06 cavalos às 8250 rotações por minuto e um binário máximo de 12 N.m às 6500 rotações por minuto.

Foi a primeira unidade motriz da Honda a cumprir as normas de emissão impostas pelo EURO5+ e trouxe algumas novidades quando introduzida. O motor é extremamente compacto, sendo o radiador montado no próprio motor. O cilindro é descentrado e a sua camisa possui estrias pequenas na superfície exterior, de forma a melhorar a refrigeração e minimizar os consumos de óleo.

A função Idling Stop (comutável) é outra das medidas que tornam este modelo bastante eficiente, sendo capaz de gerar consumos de combustível de 1,56 litros /100 quilómetros no WMTC (World Motorcycle Test cycle) e cerca de 2 litros / 100 quilómetros em cenário real.O chassis, tal como o motor, não foi alvo de alterações, mantendo o quadro tipo berço em tubos de aço.

Citadina por excelência

A SH125i continua deste modo bastante compacta, apresentando uma distância entre eixos curta, o que a torna muito ágil. A posição do assento coloca o condutor com maior carga sobre a roda dianteira, o que facilita a inserção em curva, bem como inputs mais rápidos
no guiador. As jantes de 16 polegadas conferem maior segurança e estabilidade a esta scooter.

Veja aqui o VÍDEO da HONDA SH125i

Este modelo monta a nova versão dos Michelin City Grip nas medidas 100/80 na dianteira e 120/80 na traseira. Tendo uma barra alta, os pneus ajudam a filtrar as irregularidades do piso. De um modo geral os pneus agradaram-me, ao apresentarem bons níveis de aderência tanto sobre piso seco como no piso molhado. Outro dos pontos que me agradou bastante foi o tato e a força de travagem apresentada em ambos os eixos.

Apesar de ambos os discos apresentarem 240 milímetros de diâmetro, o travão dianteiro conta com uma pinça de dois êmbolos, enquanto a bomba traseira apresenta apenas um êmbolo (ambos com sistema ABS). As manetes de travão transmitem um tato firme e permitem dosear a força de travagem de forma simples. As mudanças maiores acontecem no quadrante, agora equipado com um TFT de 4,2 polegadas, com dois modos de apresentação e conectividade através da aplicação Honda RoadSync.

É através do mesmo que podemos regular o controlo de tração e a intensidade dos punhos aquecidos (extra). O sistema de iluminação LED apresentado pela SH125i foi redesenhado na dianteira, aproximando-se agora da silhueta da SH350i. Os refletores dianteiros foram também reposicionados. A Honda SH125i chega aos concessionários portugueses em 7 cores, sendo uma delas a Vetro Blue.

Esta configuração apresenta carenagens semitransparentes produzidas através de plástico reutilizado, de modo a reduzir as emissões de CO2 em cerca de 9,5%. De um modo geral, este modelo demonstrou ser mais um produto premium que aumenta o leque de opções da Honda entre as scooters de baixa cilindrada, ao apresentar características distintas das habituais scooters de roda baixa que vemos com frequência no nosso dia a dia.

Texto: Francisco Galrão
Fotos: Zep Gori e Ciro Meggiolaro 

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Neste teste utilizámos os seguintes equipamentos de proteção:

– Capacete: Shuberth J2
– Blusão: Macna Traction
– Luvas: Bering York
– Botas: TCX Street ACE WP

Ficha Técnica –Honda SH125i

PREÇO: 4.190€
MOTOR TIPO: Monocilíndrico, refrigerado a líquido
DISTRIBUIÇÃO: 4 válvulas, SOHC
DIÂMETRO X CURSO: 53,5 mm x 55,5 mm
CILINDRADA: 125 cc
POTÊNCIA MÁXIMA: 13,06 cv @8250 rpm
BINÁRIO MÁXIMO: 12 Nm @6500 rpm
EMBRAIAGEM: Automática, centrífuga
CAIXA: C.V.T.
FINAL:Por correia em V
QUADRO: Berço em aço
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Forquilha convencional, 33 mm de diâmetro, 90 mm de curso
SUSPENSÃO TRASEIRA: Duplo-amortecedor ajustável em pré-carga
TRAVÃO DIANTEIRO: Disco de 240 mm, pinça 2 êmbolos, ABS
TRAVÃO TRASEIRO: Disco de 240 mm, 1 êmbolo, ABS
PNEU DIANTEIRO: 100/80-16”
PNEU TRASEIRO: 120/80-16”
COMPRIMENTO MÁXIMO: 2090 mm
LARGURA MÁXIMA: 730 mm
ALTURA DO ASSENTO: 799 mm
DISTÂNCIA ENTRE EIXOS: 1350 mm
CAPACIDADE DO DEPÓSITO: 7 litros
PESO: 138 Kg a seco
IMPORTADOR: Honda Portugal

Galeria de fotos Honda SH125i

 

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