InícioNotíciasWorld Moto Clash - o ‘reality show’ milionário com corridas

World Moto Clash – o ‘reality show’ milionário com corridas

Estamos prestes a assistir ao primeiro 'reality show' envolvendo corridas de motos e prémios milionários, nos Estados Unidos, o World Moto Clash

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“O World Moto Clash (WMC) é a mais ousada reinvenção das corridas de motos”, diz o site oficial do evento. O WMC é uma competição de motociclismo que tem duas rondas previstas para 2026, nos Estados Unidos.

E o que tem de ousado?

A ideia partiu de Stanford Crane, um empreendedor americano que correu em superbike no seu País e que foi também proprietário da equipa Lion Racing Team. Esta é uma competição que admite qualquer tipo de motos, sem restrições, e oferece prémios milionários, no total de 2 860 000 de dólares (sim, cerca de 2,5 milhões de euros!). O vencedor de cada corrida levará um milhão, o segundo classificado recebe 500 mil dólares o terceiro vai levar para casa 250 mil.

Mas não só: todo o evento e a sua preparação serão um ‘reality show’ com transmissões televisivas regulares até à data de cada corrida, acompanhadas de muitos conteúdos nas redes sociais. Tudo isto para dar a conhecer os pilotos, as suas motos e ir criando a expectativa antes de cada evento.

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Serão convidados 48 pilotos

Não haverá inscrições espontâneas, ou seja, os 48 pilotos previstos serão convidados individualmente pela organização, de entre aqueles que se candidatarem (podem fazê-lo aqui) .

Mas nem todos alinharão na grelha de partida. Após uma série de corridas de qualificação e um derradeiro ‘shootout’ para apurar os últimos a qualificar para competir, apenas alinham 30 pilotos para a corrida. Porém, alguns lugares ficarão reservados para pilotos que falharam a qualificação, mas foram escolhidos pelo voto dos fãs nas redes sociais.

E serão praticamente todos americanos e não necessariamente rápidos. Porque, citado pelo site americano roadracingworld.com, Stanford Crane diz que “No passado, os americanos foram para a Europa, porque os grandes prémios eram o grande espetáculo. No meu mundo, o grande espetáculo não é a Europa”, porque Crane acredita que o grande mercado de entretenimento e publicidade está nos Estados Unidos.

Ou seja, as corridas serão apenas uma parte daquilo que será o WMC e por isso os pilotos escolhidos não serão necessariamente os mais rápidos ou talentosos em pista.

Crane garante que já conseguiu o financiamento para duas rondas, em que cada uma delas terá o seu campeão, e que o dinheiro para os prémios estará numa conta de caução 30 dias antes da primeira corrida. Esta acontecerá em Grantsville, Utah, de 10 a 12 de julho; uma segunda está prevista para 18 a 20 de setembro, mas ainda sem local definido.

A data de julho coincide não apenas com o Grande Prémio da Alemanha de MotoGP, mas também com a ronda do MotoAmerica em Laguna Seca, o que poderá significar que o WMC não contará com pilotos do campeonato americano.

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Colin Edwards e Miguel Duhamel presentes

Porém, o evento tem já garantidos dois nomes bem conhecidos da velocidade nos EUA.

Um é Colin Edwards (52 anos), antigo piloto de MotoGP, duas vezes campeão mundial de SBK e três vezes vencedor das 8 Horas de Suzuka. O outro é Miguel Duhamel (59 anos), antigo campeão americano de supersport e primeiro canadiano a sagrar-se campeão americano de superbike; foi ainda várias vezes vencedor das 200 Milhas de Daytona.

Cada um deles será responsável por uma equipa, a Texas Tornadoes de Edwards e a Vegas Venom de Duhamel.

Resta saber que motos serão usadas, tendo em conta que o regulamento é aberto, sem restrições. O que significa que vale tudo!

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