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Comparativo Royal Enfield Scram 411 vs Himalayan

As duas motos partilham grande parte dos componentes. Mas há diversas diferenças. Aqui fazemos um comparativo entre a Royal Enfield Scram 411 e a Himalayan.

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Apresentada esta semana, a nova Royal Enfield Scram 411 apresenta-se como uma verdadeira proposta crossover, uma moto com a qual a marca indiana procura fazer a ligação entre motos aventureiras, naked, scrambler e até urbanas. A grande polivalência será um dos pontos fortes da Scram 411, que partilha grande parte dos componentes com a trail Himalayan.

A revista MotoJornal já aqui lhe mostrou todos os detalhes da Royal Enfield Scram 411. E também lhe mostrámos o que se destaca na mais recente geração da Himalayan Euro5, que chegou ao mercado português em 2021.

Sendo tão parecidas devido à partilha de componentes, estas duas motos da marca indiana são também bastante diferentes em diversos aspetos. E aqui fazemos um comparativo técnico entre a Scram 411 e a Himalayan.

Royal EnfieldComparativo entre as Royal Enfield Scram 411 vs Himalayan

– Preço: A Royal Enfield confirma que o PVP em Portugal da nova Scram 411 é de 5.249€ na sua versão base, enquanto a variante especial de cores exclusivas tem um preço de 5.449€. Olhando para a trail Himalayan 410, o preço desta opção na sua variante base é de 5.349€, sendo que esse valor vai aumentando gradualmente conforme as cores, ou o nível de equipamento. Assim, no caso da Himalayan 410 Adventurer com duas cores, o PVP sobe até aos 6.149€.

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– Rodas: Enquanto a nova Scram 411 dá uso a uma jante dianteira de 19 polegadas, a Himalayan 410 utiliza uma jante de 21 polegadas. Esta diferença transforma por completo a geometria da moto, em particular da direção. Por um lado, melhora o comportamento em pisos de asfalto maximizando a agilidade, mas por outro a Scram 411 apresenta apenas 200 mm de altura livre ao solo frente aos 220 mm da Himalayan mais adaptada às aventuras fora de estrada.

– Posição de condução: Na Scram 411 o guiador é mais baixo e fica mais próximo do condutor em comparação com a moto que lhe serve de base. Outro ponto a ter em conta, o assento da Scram é diferente e mais baixo, colocando o condutor a 795 mm de altura do solo enquanto na Himalayan o condutor fica a 800 mm. Desta forma a Royal Enfield coloca a Scram como uma proposta mais amiga dos motociclistas menos experientes ou de menor estatura, que assim podem chegar com os pés ao solo mais facilmente.

– Design: A Himalayan conta com uma ótica dianteira fixa. Já a Scram 411 apresenta uma ótica do mesmo estilo em termos de design, mas que agora está ligada à direção. No caso da Scram a ótica movimenta-se conforme o guiador. A Scram apresenta também pequenos painéis, ou carenagens, que no caso da Himalayan não existem. No entanto, a trail conta com suporte para fixação de bagagem na traseira enquanto a Scram não.

– Painel de instrumentos: A nova Scram 411 dá uso ao painel de instrumentos mais moderno disponibilizado pela Royal Enfield. Pelo contrário, a Himalayan 410 continua a utilizar um “cockpit” mais tradicional, embora na última renovação tenha recebido o prático sistema de GPS Tripper da marca indiana. Este painel com indicações GPS também está presente na Scram 411 como equipamento de série.

– Motor: Embora ambas partilhem o motor monocilíndrico refrigerado por ar/óleo, e com performances semelhantes entre ambas – cerca de 24 cv de potência e 32 Nm de binário – a verdade é que o motor usado na Scram 411 conta com uma afinação ligeiramente diferente com os engenheiros da Royal Enfield a optarem por uma afinação que dá ainda mais primazia à performance nos baixos e médios regimes. Curiosamente, a caixa mantém-se como uma caixa de 5 relações.

Fique atento à sua revista MotoJornal pois iremos em breve testar a nova Royal Enfield Scram 411. A não perder!

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