Quando a 28 de fevereiro os motores forem ligados e se fizerem ouvir pela primeira vez no pit lane do circuito Chang International, dando então início ao Grande Prémio da Tailândia, estará dado o ‘tiro de partida’ para aquela que será a maior temporada de sempre na história do MotoGP!
Serão nada menos do que 44 corridas divididas por 22 Grandes Prémios, isto só para referir a categoria rainha MotoGP. Depois temos de somar ainda as corridas das categorias Moto2 e Moto3. Como vê, muitas corridas, muitos treinos e qualificações, onde as emoções estarão ao rubro com os melhores pilotos do mundo da Velocidade a darem tudo o que têm para alcançar as vitórias, pódios e, claro, os títulos.
Esta é uma temporada onde assistimos a mudanças radicais. Quer do ponto de vista de pilotos que trocam de equipas (ou fabricante), quer do ponto de vista da quantidade de motos de um determinado fabricante em pista.
Os italianos da Aprilia Racing passam a contar com o campeão em título: Jorge Martin. O espanhol deixou a todo-poderosa Ducati ao não ter sido o escolhido para a equipa de fábrica, e foi convencido pela marca de Noale para pilotar a nova RS-GP25. ‘Martinator’ vai utilizar o #1 na sua moto, e, claramente, tem de ser considerado um dos candidatos ao título. Terá a seu lado na equipa de fábrica Marco Bezzecchi.
E entre os pilotos que mudam de projeto encontramos o português Miguel Oliveira. O piloto de Almada, agora com 30 anos, inicia um novo desafio na sua carreira em MotoGP. É um dos dois pilotos da nova equipa satélite da Yamaha, a Prima Pramac Yamaha, tendo ao seu lado na box da equipa de Paolo Campinoti o piloto australiano Jack Miller. A equipa utilizará as YZR-M1 com especificações iguais às utilizadas pela equipa de fábrica Monster Energy Yamaha.
No que a objetivos diz respeito, Miguel Oliveira quer esquecer o que aconteceu nas últimas temporadas, nomeadamente os anos com a Aprilia. Lesões que o deixaram longe das pistas muito tempo, uma moto com uma performance muito inconsistente, são alguns dos problemas que o piloto português não quer encontrar na Prima Pramac Yamaha. E para isso conta com a ajuda da Yamaha Racing.
A Yamaha Racing, que tem um novo líder, Paolo Pavesio no lugar de Lin Jarvis, alterou profundamente a sua forma de abordar o campeonato. Tem o que se pode definir como uma ‘mentalidade europeia’, mas sem esquecer as suas raízes japonesas, e volta a ter uma equipa satélite para ajudar a desenvolver a M1.
Fabio Quartararo não quer definir um prazo para o regresso às vitórias, mas o francês tem-se mostrado particularmente feliz com as mudanças no projeto. As indicações dadas nos testes de pré-temporada parecem corroborar a ideia de que a Yamaha entra em 2025 como uma equipa a ter em conta. E tudo isto ao mesmo tempo que está a trabalhar no motor V4 que, para já, não tem estreia definida em competição, mas os responsáveis da marca já admitem que possa ser usado já em 2025!
Por outro lado, a mudança da Pramac Racing para a ‘família’ de Iwata levou a Ducati Corse a alterar a sua abordagem no MotoGP. O departamento de competição liderado por Gigi Dall’Igna, não só vê a sua presença em pista reduzir de 8 para 6 motos, como também optou por criar apenas três Desmosedici GP25.
Duas para a equipa de fábrica onde encontramos Francesco Bagnaia e, agora, Marc Márquez, e uma terceira moto para Fabio di Giannantonio na equipa de Valentino Rossi. Todas as restantes Ducati são motos do ano passado. O que não significa automaticamente que os seus pilotos estejam em dificuldades, tendo em conta que foi a moto que dominou a temporada 2024 e os pódios em cada Grande Prémio.
Os pilotos Ducati são de uma forma natural claros candidatos aos lugares de pódio, mas destacamos claramente Francesco Bagnaia e Marc Márquez na lista de candidatos ao título de MotoGP. A dupla da Ducati Lenovo Team não só tem inúmeros títulos mundiais, como foram 2º e 3º classificados no campeonato em 2024.
No campo da KTM, e pese embora todos os rumores que davam como certa a sua saída do MotoGP por causa dos problemas financeiros do grupo austríaco, a verdade é que temos um quarteto de luxo!
Brad Binder passa a ter ao seu lado o jovem talento Pedro Acosta, enquanto na renovada Tech3, que deixa ostentar as cores da GasGas regressando à KTM, encontramos agora Maverick Viñales, que procura vencer pelo quarto fabricante diferente, e Enea Bastianini que saiu da Ducati de fábrica para a equipa Tech3.
Qualquer um deste quarteto KTM já demonstrou capacidade para estar no topo da categoria rainha, e poderemos considerar estes como os “outsiders” no que ao título diz respeito.
Por último temos a Honda. A marca japonesa foi ‘roubar’ Aleix Espargaró à Aprilia no final da temporada, mas para servir de piloto de testes, lado a lado com Takaaki Nakagami, que também deixa de competir a tempo inteiro. Aliás, o piloto espanhol chega acompanhado de Romano Albesiano, antigo diretor técnico da Aprilia Racing, e que agora tem como missão encontrar a forma de melhorar a RC213V.
A performance da Honda, que após muitos anos com as suas motos de fábrica decoradas com as cores da Repsol, e que passa agora a denominar-se de Honda HRC Castrol, é a maior incógnita para esta temporada 2025. Como maior fabricante mundial de motos, a marca japonesa está a dar tudo o que tem para ultrapassar uma fase muito complicada nos resultados. Mas apenas quando a competição começar é que veremos o que vale a RC213V.
Com tantas mudanças de pilotos e equipas, existe também uma grande novidade no que a regulamentos técnicos diz respeito. Tendo em conta que em 2027 teremos novos motores (entre outras coisas), a Dorna, a MSMA e a Federação Internacional de Motociclismo decidiram ‘congelar’ os motores dos protótipos por dois anos.
Isto significa que a especificação dos motores homologados para 2025, será a mesma a usar em 2026. Isto serve para evitar que os fabricantes tenham despesas exageradas ao estarem a trabalhar nos novos motores de 2027 com 850 cc, e permitirá que fabricantes menos competitivos (Yamaha e Honda) possam aproximar-se dos mais competitivos.
Apenas os fabricantes com mais Concessões poderão continuar a trabalhar nos seus motores de forma livre. Ou seja, a Yamaha e Honda não estão abrangidas pelo congelamento dos motores que terão as suas especificações homologadas antes do Grande Prémio da Tailândia.
MotoGP 2025 – Conheça todos os pilotos
Seja um fã recém-chegado ou um especialista em MotoGP, há sempre novidades que nos escapam do conhecimento. E numa temporada como a que agora começa temos diversos pilotos a trocarem de equipa, outros que saíram de competição, e temos novos pilotos que chegam à categoria rainha, torna-se ainda mais importante ficar a conhecer os pilotos.
Ao todo temos 22 pilotos a tempo inteiro, divididos por 11 equipas. Este ano temos um plantel recheado de talento e vontade de vencer, onde certamente veremos os “rookies” a procurarem dar luta aos mais experientes.
Vamos então conhecer todos os pilotos de MotoGP presentes nesta temporada 2025.
#1 – Jorge Martin (Aprilia Racing)
O piloto espanhol arranca para esta temporada como o piloto a bater! É o Campeão em título e leva para a equipa de fábrica Aprilia Racing o #1, que ostentará nas carenagens da sua RS-GP25. A saída (forçada) da família Ducati levou o ‘Martinator’ a aceitar um novo desafio com a Aprilia. Todos lhe reconhecem a velocidade pura e espírito lutador, e num ano em que alguns parecem duvidar da sua capacidade para vencer com a marca de Noale, Jorge Martin vai dar tudo por tudo para defender o seu título e provar aos que duvidam de si que estão errados.
#88 – Miguel Oliveira (Prima Pramac Yamaha Factory Team)
Aos 30 anos de idade (celebrados em janeiro deste ano), Miguel Oliveira é um dos pilotos mais experientes da categoria rainha. Já pilotou protótipos da KTM, marca com a qual assegurou as suas cinco vitórias em Grandes Prémios de MotoGP, e também a RS-GP da Aprilia. Com um talento inegável, Miguel Oliveira tem na pilotagem à chuva um dos seus pontos fortes, e as qualificações são, em sentido inverso, um dos seus pontos a melhorar. O #88 é fortemente apoiado por uma vasta legião de fãs que veneram o piloto de Almada e o seguem atentamente, e que agora acreditam que, depois de duas temporadas com lesões e que ajudaram a impedir que brilhasse mais com a Aprilia RNF / Trackhouse Racing, Miguel Oliveira terá na Yamaha YZR-M1 uma companheira à sua altura para continuar a adicionar vitórias em MotoGP.
#5 – Johann Zarco (Castrol Honda LCR)
Com a saída de Aleix Espargaró (que agora é piloto de testes Honda), o francês Johann Zarco é agora o piloto mais velho (34 anos) em MotoGP. E é também um piloto que passou por marcas como Yamaha, KTM e Ducati. Sem esquecer que é bicampeão mundial de Moto2. Zarco, conhecido pelo seu icónico backflip com que celebra as vitórias, é também um piloto bastante crítico no que ao desenvolvimento lento da RC213V diz respeito.
#10 – Luca Marini (Honda HRC)
Será o piloto em que a Honda deposita maiores esperanças no que a resultados diz respeito. Luca Marini sofreu bastante desde que passou para a marca japonesa no ano passado vindo da ultracompetitiva Ducati. Depois de resultados muito fracos no início de 2024, Marini conseguiu demonstrar a espaços algumas melhorias, e inclusivamente fechou a temporada passada com uma série de resultados a pontuar.
#12 – Maverick Viñales (Red Bull KTM Tech3)
Experiência é algo que não falta ao ‘Top Gun’. O piloto espanhol, que já competiu pela Suzuki, Yamaha e Aprilia, e que é o único piloto da era moderna do MotoGP a conseguir vencer por três marcas diferentes, vai agora estrear-se aos comandos de um novo protótipo: a KTM RC16. Conseguirá ser o primeiro a vencer por quatro marcas diferentes? Seja como for, Maverick Viñales, quando ‘os astros de alinham’, é um daqueles pilotos que só por si vale o dinheiro que se paga para assistir ao MotoGP. Mas tem sido bastante inconstante nos últimos anos. Pelo que é uma das incógnitas nesta temporada que agora começa.
#20 – Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha)
Campeão do Mundo em 2021, o irreverente francês continua a ser o principal piloto da Yamaha em MotoGP. Pese embora a marca de Iwata esteja a fazer renovações profundas no seu projeto, Fabio Quartararo tem, a espaços, conseguido mostrar que existe potencial na YZR-M1 com motor quatro em linha antes da possível chegada do motor V4. Conhecido como ‘El Diablo’, o #20 está com mais fome do que nunca para lutar por vitórias e, quem sabe, pelo título.
#21 – Franco Morbidelli (Pertamina Enduro VR46)
O italo-brasileiro venceu um Grande Prémio de MotoGP por três vezes ao longo da sua carreira. Discípulo de Valentino Rossi na VR46 Academy, Franco Morbidelli trocou para a equipa do seu mentor esta temporada e continuará aos comandos da moto que piloto no ano passado, então na Prima Pramac. Não tem nada a perder, mas tem muita coisa a provar. Veremos como se encontra em termos de força mental numa temporada em que a exigência e pressão sobre os seus ombros vão ser constantes.
#23 – Enea Bastianini (Red Bull KTM Tech3)
Depois de vários anos aos comandos de motos da Ducati, e nos últimos dois integrado na equipa de fábrica, Enea Bastianini terá pela frente uma temporada de novos desafios integrando a equipa satélite da KTM. Vai ter de descobrir como tirar todo o partido da KTM RC16, mas o piloto que também é conhecido como ‘Bestia’ sabe o que é vencer em MotoGP, e por isso é mais um dos pilotos a ter em conta para grandes resultados.
#25 – Raul Fernandez (Trackhouse Racing)
Mais um espanhol com velocidade a ‘correr-lhe no sangue’. Raul Fernandez, com toda a revolução que assistimos na Aprilia Racing e na sua própria equipa Trackhouse Racing, é agora o piloto com mais experiência aos comandos da moto de Noale. Vai estar aos comandos de uma moto com especificações de fábrica. Nunca conseguiu replicar a performance que quase lhe deu o título em Moto2, e no seu quarto ano de MotoGP o espanhol está determinado a dar o passo em frente que lhe falta para atingir bons resultados, e de forma consistente.
#33 – Brad Binder (Red Bull KTM Factory)
O sempre sorridente sul-africano vai iniciar a sua sexta temporada como piloto de fábrica da KTM. Brad Binder tem duas vitórias com a sua ‘assinatura’ em MotoGP, uma delas num momento onde arriscou tudo (GP da Áustria em 2021) e venceu uma corrida que terminou à chuva e a sua moto equipada com pneus slick! Agressivo e veloz, Binder tem sido o principal piloto da marca austríaca nos últimos anos ao nível da liderança do projeto e classificação final. Mas já em 2024 sentiu dificuldades para ser melhor do que então “rookie” Pedro Acosta, que, curiosamente, será agora o seu novo companheiro de equipa. Não se espera que Binder facilite a vida ao espanhol (e vice-versa), mas o foco do sul-africano está em recolocar a KTM RC16 novamente no degrau mais alto do pódio e terminar com o domínio da Ducati.
#35 – Somkiat Chantra (Idemitsu Honda LCR)
É o primeiro tailandês a vencer um Grande Prémio, em Moto2, e é também o primeiro piloto a levar a bandeira da Tailândia até ao mais alto nível: MotoGP. O “rookie” Somkiat Chantra vai ter a felicidade de se estrear com a Honda RC213V da equipa satélite propriedade de Lucio Cecchinello precisamente frente aos seus compatriotas no GP da Tailândia que abre a temporada.
#36 – Joan Mir (Honda HRC)
Campeão do Mundo em 2020, Joan Mir não tem conseguido estar em sintonia com a Honda RC213V. Na verdade, nenhum piloto Honda tem estado em sintonia com a moto japonesa. Mas Mir tem sido um piloto particularmente afetado pela falta de performance e a isso ainda tem somado muitas quedas. É uma das grandes incógnitas para 2025.
#37 – Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory)
É considerado como um dos maiores talentos do motociclismo de velocidade que apareceu nos últimos anos. E os resultados, e, principalmente, os títulos em Moto3 e Moto2, dão a Pedro Acosta a grandeza que apenas alguns pilotos conseguem alcançar. Depois de uma temporada de estreia em bom plano, o talentoso jovem espanhol espera que a passagem para a equipa de fábrica da KTM seja sinónimo de estreia a vencer um Grande Prémio. O ‘Tiburón’ de Mazarrón foi 6º em 2024. Veremos o que consegue fazer em 2025.
#42 – Alex Rins (Monster Energy Yamaha)
Mais um dos vários pilotos espanhóis em MotoGP, e também ele com muita experiência, e até passagens por outros dois fabricantes: Suzuki e Honda. Alex Rins vai entrar no seu segundo ano com a equipa de fábrica da Yamaha, e espera-se que venha a estar mais perto dos lugares de Top 10. Tem sido afetado por lesões (algumas graves) que o deixam condicionado em termos físicos e nas duas últimas temporadas já falhou nada menos do que 16 Grandes Prémios por lesão. Veremos em que estado se encontra Alex Rins do ponto de vista físico.
#43 – Jack Miller (Prima Pramac Yamaha Factory Team)
Outro dos veteranos do plantel de 22 pilotos que competem em MotoGP. Jack ‘Thriller’ Miller é, como muitos australianos foram no passado, um dos pilotos mais carismáticos do paddock. Simpático, muito honesto nas suas análises e com um forte sentido de autocrítica, é um favorito dos fãs e vai estar agora aos comandos de uma moto totalmente nova para si. Já competiu pela Honda, já esteve na Ducati, e mais recentemente foi um dos pilotos de fábrica da KTM. Pese embora tenha mostrado um enorme talento em Moto3, de onde saltou diretamente para o MotoGP, Jack Miller nunca realmente concretizou o que se esperava dele. De tal forma que já não se esperava que conseguisse manter-se a tempo inteiro na categoria rainha. Mas a Prima Pramac Yamaha Factory Team acredita no que Miller tem para oferecer ao projeto da casa de Iwata. E tem um ano para mostrar o que vale.
#49 – Fabio di Giannantonio (Pertamina Enduro VR46)
Não é um daqueles pilotos que se destaque imediatamente entre os melhores de MotoGP, mas é um piloto que tem crescido em termos de consistência e resultados. Fabio di Giannantonio chegou a ter o seu futuro na categoria rainha em risco, mas ‘à última hora’ conseguiu encontrar na equipa de Valentino Rossi um refúgio para a temporada 2024. Conta no currículo com uma vitória em MotoGP numa batalha espetacular que teve com Francsco Bagnaia no GP do Qatar em 2023. Tem também uma “pole position”. E a boa notícia para Fabio di Giannantonio é que será o terceiro piloto a estar aos comandos da mais recente moto da Ducati, a Desmosedici GP25, tendo por isso os mesmos argumentos técnicos à disposição que os pilotos da equipa de fábrica.
#54 – Fermín Aldeguer (Gresini Racing)
O espanhol é mais um dos estreantes na categoria rainha. Fermín Aldeguer causou um grande impacto na categoria Moto2 com quatro vitórias consecutivas (recorde na categoria intermédia) em 2023. E no início de 2024 foi de imediato assegurado pela Ducati Corse para competir em MotoGP. Vai estar aos comandos de uma moto satélite da Gresini Racing. Fermín Aldeguer já demonstrou ser um piloto extremamente rápido, e estará aos comandos de uma moto de resultados comprovados. É mais um dos pilotos a ter ‘debaixo de olho’.
#63 – Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team)
É vice-campeão e, por isso, um natural candidato ao título de 2025 de MotoGP. Francesco Bagnaia foi destronado ao fim de dois anos, e viu o título de Campeão fugir para Jorge Martin. ‘Pecco’ procura agora recuperar o #1. Para já vai ter de competir novamente com o #63 na sua Ducati Desmosedici GP25. É o piloto mais bem-sucedido da Ducati, estatuto que conseguiu consolidar com nada menos do que 11 vitórias em Grandes Prémios no ano passado.
#72 – Marco Bezzecchi (Aprilia Racing)
Vai fazer dupla com o Campeão em título na equipa de fábrica da Aprilia. Marco Bezzecchi, mais um dos discípulos de Valentino Rossi e da sua academia, sabe o que é preciso para vencer em MotoGP. A sua passagem pela família Ducati na categoria rainha deixou a sensação que Bezzecchi tinha (tem) mais para dar em relação aquilo que se viu em pista. Algumas lesões em momentos cruciais também não o deixaram estar a 100%. Veremos se esta combinação italiana entre piloto e Aprilia RS-GP25 se revela profícua.
#73 – Alex Márquez (Gresini Racing)
O mais novo dos irmãos Márquez, tantas vezes ofuscado pelos títulos e performances do seu irmão, Marc, permanece na equipa satélite Gresini Racing de Nadia Padovani para mais uma temporada aos comandos de uma Ducati. Em 2024 obteve aquele que foi o seu melhor resultado em termos de classificação final de campeonato (8º), e Alex Márquez é agora apontado pela proprietária da equipa italiana como um dos pilotos que estará na luta pelo Top 5. Não tem ainda nenhuma vitória em Grandes Prémios, mas já venceu duas corridas Sprint. E é duas vezes campeão mundial (Moto3 e Moto2).
#79 – Ai Ogura (Trackhouse Racing)
É um dos “rookies” que este ano integra a lista de 22 pilotos de MotoGP. O jovem japonês sobe das Moto2 tendo sido Campeão da categoria intermédia, e foi ‘pescado’ pela Aprilia Racing para integrar as suas fileiras. Estará aos comandos de um protótipo de Noale integrado na equipa satélite Trackhouse Racing. Será um ano sem grande pressão para obter resultados. Mas como primeiro japonês a conseguir sagrar-se Campeão Mundial em 15 anos, Ai Ogura vai querer manter o bom momento nesta subida ao MotoGP.
#93 – Marc Márquez (Ducati Lenovo Team)
Com oito títulos mundiais conquistados, Marc Márquez é uma das maiores estrelas que atualmente competem em MotoGP. O experiente espanhol, natural de Cervera, depois de um ano a competir com a Gresini Racing está de regresso a uma equipa de fábrica. Foi 3º classificado no campeonato do ano passado e regressou às vitórias, então aos comandos de uma moto satélite, e por isso Marc Márquez assume-se como um piloto a ter em conta no que à batalha pelo título diz respeito. Até porque parece estar já em perfeita sintonia com a Ducati.
Contratos dos pilotos de MotoGP
Aprilia Racing
Jorge Martin #1 – contrato plurianual
Marco Bezzecchi #72 – contrato plurianual
Castrol Honda LCR / Idemitsu Honda LCR
Johann Zarco #5 – até final de 2025
Somkiat Chantra #35 – até final de 2025
Ducati Lenovo Team
Francesco Bagnaia #63 – até final de 2026
Marc Márquez #93 – até final de 2026
Gresini Racing
Fermín Aldeguer #54 – até final de 2026, com opção de mais dois anos
Alex Márquez #73 – até final de 2026
Honda HRC Castrol
Luca Marini #10 – até final de 2025
Joan Mir #36 – até final de 2026
Monster Energy Yamaha
Fabio Quartararo #20 – até final de 2026
Alex Rins #42 – até final de 2026
Pertamina Enduro VR46
Franco Morbidelli #21 – até final de 2025
Fabio di Giannantonio #49 – até final de 2026
Prima Pramac Yamaha
Miguel Oliveira #88 – até final de 2026
Jack Miller #43 – até final de 2025
Red Bull KTM Factory
Brad Binder #33 – até final de 2026
Pedro Acosta #37 – contrato plurianual
Red Bull KTM Tech3
Maverick Viñales #12 – contrato plurianual
Enea Bastianini #23 – contrato plurianual
Trackhouse Racing
Raul Fernandez #25 – até final de 2026
Ai Ogura #79 – até final de 2026
Chefe de equipa de cada piloto de MotoGP 2025
Aprilia Racing
Jorge Martin – Daniele Romagnoli
Marco Bezzecchi #72 – Francesco Venturato
Castrol Honda LCR / Idemitsu Honda LCR
Johann Zarco #5 – David García
Somkiat Chantra #35 – Klaus Nöhles
Ducati Lenovo Team
Francesco Bagnaia #63 – Cristian Gabarrini
Marc Márquez #93 – Marco Rigamonti
Gresini Racing
Fermín Aldeguer #54 – Frankie Carchedi
Alex Márquez #73 – Donatello Giovanotti
Honda HRC Castrol
Luca Marini #10 – Christian Pupulin
Joan Mir #36 – Santi Hernández
Monster Energy Yamaha
Fabio Quartararo #20 – Diego Gubellini
Alex Rins #42 – David Muñoz
Pertamina Enduro VR46
Franco Morbidelli #21 – Matteo Flamigni
Fabio di Giannantonio #49 – Massimo Branchini
Prima Pramac Yamaha
Miguel Oliveira #88 – Luca Ferraccioli
Jack Miller #43 – Giacomo Guidotti
Red Bull KTM Factory
Brad Binder #33 – Andrés Madrid
Pedro Acosta #37 – Paulo Trevathan
Red Bull KTM Tech3
Maverick Viñales #12 – Manuel Cazeaux
Enea Bastianini #23 – Alberto Giribuola
Trackhouse Racing
Raul Fernandez #25 – Noe Herrera
Ai Ogura #79 – Giovanni Matarollo
Calendário MotoGP 2025
De fevereiro até meio de novembro, teremos um total de 22 Grandes Prémios incluídos no calendário da temporada 2025 de MotoGP. Um ano em que assistimos ao regresso de um circuito bem conhecido dos fãs – Brno, GP da Chéquia –, e temos ainda a estreia do circuito Balaton Park que será a ‘casa’ do GP da Hungria. A Argentina está de volta depois de ausência por motivos políticos em 2024.
As novidades no calendário não se ficam por aqui. O GP do Qatar, tradicionalmente o primeiro do ano, é substituído pela Tailândia. E as extenuantes, principalmente para os pilotos e equipas, mas também para os fãs que seguem o campeonato com toda a paixão, sequências de três Grandes Prémios consecutivos deixam de existir.
Para os portugueses a boa notícia é que o Grande Prémio de Portugal continuará a realizar-se. Aliás, os responsáveis pelo Autódromo Internacional do Algarve conseguiram mesmo negociar um acordo válido por dois anos. A ‘montanha russa’ algarvia recebe o MotoGP no início de novembro. E tendo em conta a competitividade entre os melhores pilotos, o traçado algarvio pode mesmo ser palco da celebração de um novo campeão.
Grande Prémio da Tailândia – 28 de fevereiro a 2 de março
Grande Prémio da Argentina – 14 a 16 de março
Grande Prémio das Américas – 28 a 30 de março
Grande Prémio do Qatar – 11 a 13 de abril
Grande Prémio de Espanha – 25 a 27 de abril
Grande Prémio de França – 9 a 11 de maio
Grande Prémio do Reino Unido – 23 a 25 de maio
Grande Prémio de Aragão – 6 a 8 de junho
Grande Prémio de Itália – 20 a 22 de junho
Grande Prémio dos Países Baixos – 27 a 29 de junho
Grande Prémio da Alemanha – 11 a 13 de julho
Grande Prémio da Chéquia – 18 a 20 de julho
Grande Prémio da Áustria – 15 a 17 de agosto
Grande Prémio da Hungria – 22 a 24 de agosto
Grande Prémio da Catalunha – 5 a 7 de setembro
Grande Prémio de São Marino – 12 a 14 de setembro
Grande Prémio do Japão – 26 a 28 de setembro
Grande Prémio da Indonésia – 3 a 5 de outubro
Grande Prémio da Austrália – 17 a 19 de outubro
Grande Prémio da Malásia – 24 a 26 de outubro
Grande Prémio de Portugal – 7 a 9 de novembro
Grande Prémio da Comunidade Valenciana – 14 a 16 de novembro
Recordes e informações dos circuitos
Grande Prémio da Tailândia – Chang International
4,55 km
Reta maior: 1000 metros
Recorde absoluto: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m28.700s
Recorde da Pole Position: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m28.700s
Recorde de Volta em Corrida: Marco Bezzecchi (Ducati) – 1m30.896s
Velocidade Máxima: Marco Bezzecchi (Ducati) – 337,5 km/h
Grande Prémio da Argentina – Termas de Rio Hondo
4,81 km
Reta maior: 1076 metros
Recorde Absoluto: Marc Márquez (Honda) – 1m37.683s
Recorde da Pole Position: Marc Márquez (Honda) – 1m37.683s
Recorde de Volta em Corrida: Valentino Rossi (Yamaha) – 1m39.019s
Velocidade Máxima: Jorge Martin (Ducati) – 345,5 km/h
Grande Prémio das Américas – Circuito das Américas
5,51 km
Reta maior: 1200 metros
Recorde Absoluto: Maverick Viñales (Aprilia) – 2m00.864s
Recorde da Pole Position: Maverick Viñales (Aprilia) – 2m00.864s
Recorde de Volta em Corrida: Maverick Viñales (Aprilia) – 2m02.575s
Velocidade Máxima: Maverick Viñales (Aprilia) – 356,4 km/h
Grande Prémio do Qatar – Losail
5,38 km
Reta maior: 1068 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m50.789s
Recorde da Pole Position: Jorge Martin (Ducati) – 1m50.789s
Recorde de Volta em Corrida: Pedro Acosta (GasGas) – 1m52.657s
Velocidade Máxima: Johann Zarco (Honda) – 362,4 km/h
Grande Prémio de Espanha – Jerez Ángel-Nieto
4,42 km
Reta maior: 607 metros
Recorde Absoluto: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m36.025s
Recorde da Pole Position: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m36.170s
Recorde de Volta em Corrida: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m37.449s
Velocidade Máxima: Johann Zarco (Honda) – 300,8 km/h
Grande Prémio de França – Le Mans
4,19 km
Reta maior: 674 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m29.919s
Recorde da Pole Positon: Jorge Martin (Ducati) – 1m29.919s
Recorde de Volta em Corrida: Enea Bastianini (Ducati) – 1m31.107s
Velocidade Máxima: Brad Binder (KTM) – 325,8 km/h
Grande Prémio do Reino Unido – Silverstone
5,9 km
Reta maior: 770 metros
Recorde Absoluto: Aleix Espargaró (Aprilia) – 1m57.309s
Recorde da Pole Position: Aleix Espargaró (Aprilia) – 1m57.309s
Recorde de Volta em Corrida: Aleix Espargaró (Aprilia) – 1m58.895s
Velocidade Máxima: Enea Bastianini (Ducati) – 340,6 km/h
Grande Prémio de Aragão – Motorland Aragón
5,08 km
Reta maior: 968 metros
Recorde Absoluto: Marc Márquez (Ducati) – 1m45.801s
Recorde da Pole Position: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m46.069s
Recorde de Volta em Corrida: Luca Marini (Ducati) – 1m47.795s
Velocidade Máxima: Enea Bastianini (Ducati) – 354,1 km/h
Grande Prémio de Itália – Autódromo de Mugello
5,25 km
Reta maior: 1141 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m44.504s
Recorde da Pole Position: Jorge Martin (Ducati) – 1m44.504s
Recorde de Volta em Corrida: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m45.770s
Velocidade Máxima: Pol Espargaró (KTM) – 366,1 km/h
Grande Prémio dos Países Baixos – Assen TT
4,54 km
Reta maior: 487 metros
Recorde Absoluto: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m30.540s
Recorde da Pole Position: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m30.540s
Recorde de Volta em Corrida: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m31.866s
Velocidade Máxima: Andrea Iannone (Ducati) – 319,8 km/h
Grande Prémio da Alemanha – Sachsenring
3,67 km
Reta maior: 700 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m19.423s
Recorde da Pole Position: Jorge Martin (Ducati) – 1m19.423s
Recorde de Volta em Corrida: Jorge Martin (Ducati) – 1m20.667s
Velocidade Máxima: Pedro Acosta (GasGas) – 306,8 km/h
Grande Prémio da Chéquia – Brno
5,4 km
Reta maior: 636 metros
Recorde Absoluto: Marc Márquez (Honda) – 1m54.596s
Recorde da Pole Position: Marc Márquez (Honda) – 1m54.596s
Recorde de Volta em Corrida: Dani Pedrosa (Honda) – 1m56.027s
Velocidade Máxima: Andrea Dovizioso (Ducati) – 316,7 km/h
Grande Prémio da Áustria – Red Bull Ring
4,35 km
Reta maior: 810 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m27.748s
Recorde da Pole Position: Jorge Martin (Ducati) – 1m27.748s
Recorde de Volta em Corrida: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m29.519s
Velocidade Máxima: Lorenzo Savadori (Aprilia) – 317,1 km/h
Grande Prémio da Hungria – Balaton Park
4,12 km
Reta maior: n.d.
Recorde Absoluto: n.d.
Recorde da Pole Position: n.d.
Recorde de Volta em Corrida: n.d.
Velocidade Máxima: n.d.
Grande Prémio da Catalunha – Barcelona-Catalunha
4,66 km
Reta maior: 1047 metros
Recorde Absoluto: Aleix Espargaró (Aprilia) – 1m38.190s
Recorde da Pole Position: Aleix Espargaró (Aprilia) – 1m38.190s
Recorde de Volta em Corrida: Pedro Acosta (GasGas) – 1m39.664s
Velocidade Máxima: Aleix Espargaró (Aprilia) – 356,4 km/h
Grande Prémio de São Marino – Misano World Circuit Marco Simoncelli
4,23 km
Reta maior: 530 metros
Recorde Absoluto: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m30.031s
Recorde da Pole Position: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m30.031s
Recorde de Volta em Corrida: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m30.877s
Velocidade Máxima: Marco Bezzecchi (Ducati) – 305,9 km/h
Grande Prémio do Japão – Mobility Resort Motegi
4,8 km
Reta maior: 762 metros
Recorde Absoluto: Pedro Acosta (GasGas) – 1m43.018s
Recorde da Pole Position: Pedro Acosta (GasGas) – 1m43.018s
Recorde de Volta em Corrida: Jorge Martin (Ducati) – 1m44.461s
Velocidade Máxima: Pedro Acosta (GasGas) – 319,5 km/h
Grande Prémio da Indonésia – Pertamina Mandalika
4,3 km
Reta maior: 723 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m29.088s
Recorde da Pole Position: Jorge Martin (Ducati) – 1m29.088s
Recorde de Volta em Corrida: Enea Bastianini (Ducati) – 1m30.539s
Velocidade Máxima: Enea Bastianini (Ducati) – 318,5 km/h
Grande Prémio da Austrália – Phillip Island
4,45 km
Reta maior: 900 metros
Recorde Absoluto: Jorge Martin (Ducati) – 1m27.246s
Recorde da Pole Position: Jorge Martin (Ducati) – 1m27.246s
Recorde de Volta em Corrida: Marc Márquez (Ducati) – 1m27.765s
Velocidade Máxima: Enea Bastianini (Ducati) – 356,4 km/h
Grande Prémio da Malásia – Sepang
5,54 km
Reta maior: 920 metros
Recorde Absoluto: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m56.337s
Recorde da Pole Position: Francesco Bagnaia (Ducati) – 1m56.337s
Recorde de Volta em Corrida: Alex Márquez (Ducati) – 1m58.979s
Velocidade Máxima: Andrea Iannone (Ducati) – 339,6 km/h
Grande Prémio de Portugal – Autódromo Internacional do Algarve
4,59 km
Reta maior: 970 metros
Recorde Absoluto: Marc Márquez (Honda) – 1m37.226s
Recorde da Pole Position: Marc Márquez (Honda) – 1m37.226s
Recorde de Volta em Corrida: Enea Bastianini (Ducati) – 1m38.685s
Velocidade Máxima: Miguel Oliveira (Aprilia) – 352,9 km/h
Grande Prémio da C. Valenciana – Ricardo Tormo
4,01 km
Reta maior: 876 metros
Recorde Absoluto: Maverick Viñales (Aprilia) – 1m28.931s
Recorde da Pole Position: Maverick Viñales (Aprilia) – 1m28.931s
Recorde de Volta em Corrida: Brad Binder (KTM) – 1m30.145s
Velocidade Máxima: Johann Zarco (Ducati) – 337 km/h
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