Contacto Honda CRF 1100L Africa Twin/Adventure Sports

A Honda prometeu uma Africa Twin mais potente, mais leve, tão ou mais equilibrada que antes. E prometeu também uma versão carregada de electrónica, nas suspensões e no especial painel digital táctil. Duas novas Africa Twin ajustadas ao actual e exigente mercado das maxi-trail. Prometeu e cumpriu. E de que forma…

Texto Rui Marcelo • Fotos Honda Motor Europe –

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Salvé Rainha!

Pode não parecer, mas a nova Africa Twin é uma moto completamente nova. Surpreendentemente, a Honda não esperou mais que dois anos, para renovar a máquina que em 2016 trouxe de volta ao mercado, trinta anos após a notável e marcante Africa Twin 650.

Depois de mais de 87 mil motos vendidas desta nova versão e desde 2016, eis de novo uma forte aposta numa moto conhecida pela sua versatilidade, equilíbrio, capacidades dinâmicas assentes num bom jogo entre potência e peso. Uma renovada aposta e logo em duas frentes: a Adventure Sports que vai ao encontro dos amantes das viagens, do dia-a-dia e que gostam de motos repletas de argumentos técnicos; a Africa Twin “base”, que aponta muito ao uso fora de estrada, coisa pela qual muitos ansiavam mas que na Honda não encontravam resposta.

Em vez de irem em busca de potências elevadas, os da Honda concentraram- se em melhorar o rendimento do seu motor, mas sobretudo em tirar mais vantagem da sua ligação à renovada ciclística, agora mais leve. Chegam e sobram – para um muito vasto leque de utilizadores – os 102 cavalos produzidos, porque o mais incrível é a forma como se “expressam”, sempre. É notável a diferença superior em relação ao motor da moto actual. Ganhou-se sobretudo uma maior elasticidade e presença, disponibilidade logo desde as 1700 rpm, sempre mais cheio e mais rápido e vivo na resposta que o actual. Junta a isso o típico e agradável bater de um dois cilindros com cambota desfasada a 270º, uma sonoridade mais grave e “metálica” mas nunca, repito nunca, mostra qualquer vibração ou desconforto de uso. Não as há nos pés ou mãos, nem mesmo as de alta frequência que alguns motores emitem.

O tacto é suave, o acelerador também, e na versão de caixa manual é curiosa a relação das velocidades, mais longas, porque o motor é sempre mais cheio e permite rolar com menor esforço mecânico. A embraiagem volta a não precisar de ser hidráulica, sendo suave e progressiva. Os consumos também são (medidos no painel) semelhantes ao anterior, em torno dos 5 litros numa condução mista e em torno dos 8 litros em condução rápida em auto-estrada e com duas malas Aí nota-se logo a enorme elasticidade da sexta velocidade (na manual sobretudo), mas acima de tudo a grande estabilidade da Africa Twin, especialmente a equipada com as suspensões electrónicas.

Estabilidade exemplar, não abana em nenhuma ocasião e apresenta uma protecção como poucas, porque de novo as carenagens voltam a ter um excelente papel, estético sem dúvida e funcional. E nas zonas sinuosas parece mais leve, mais suave sempre, sem esforço para fazer mudar de direcção e com um aprumo de trajectória e segurança notáveis, mesmo tratando-se de uma moto com tanto peso e roda de 21 polegadas à frente.

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